Imagens inéditas, Nicolás Maduro preso em solo americano, escoltado por FBI e DEA após operação dos EUA que mobilizou cerca de 150 aeronaves

Exclusivo, primeiras imagens mostram Maduro preso em solo americano, algemado e escoltado por agentes do FBI e da DEA no Aeroporto Internacional de Stewart, após operação dos EUA

O presidente deposto, Nicolás Maduro, desembarcou neste sábado em solo norte-americano, após captura em Caracas em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos.

As imagens exibidas por emissoras internacionais mostram Maduro escoltado por dezenas de agentes federais, com dificuldades para caminhar, e mantido inicialmente a bordo do navio USS Iwo Jima antes da transferência aérea.

As informações sobre o desembarque e os detalhes da operação foram divulgadas por veículos de imprensa norte-americanos, e mostram o início de um processo judicial e político que ainda terá desdobramentos, conforme informação divulgada por veículos de imprensa norte-americanos.

Desembarque, imagens e condições no aeroporto

Segundo relatos publicados pela imprensa, a aeronave que trouxe Maduro e sua esposa, Cília Flores, pousou por volta das 18h30 (horário de Brasília) no Aeroporto Internacional de Stewart, no Vale do Hudson, a cerca de 95 quilômetros de Nova York.

Nas imagens, Maduro aparece com moletom e capuz, algemado nas mãos e nos pés, tendo dificuldade para descer as escadas da aeronave e caminhar pela pista até um hangar, sempre cercado por agentes do FBI e da DEA. O líder venezuelano havia sido mantido inicialmente a bordo do USS Iwo Jima, antes da transferência para o voo que o levou a Nova York.

Acusações e destino prisional

De acordo com veículos de imprensa norte-americanos, Maduro e Cília Flores serão processados por crimes relacionados a tráfico internacional de drogas. Ainda não houve apresentação pública de provas pelo governo dos EUA.

Fontes indicam que o casal será levado de helicóptero até a sede da DEA, em Manhattan, e depois encaminhado a unidades prisionais federais, com o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn apontado como principal possibilidade para o início do processo.

Operação, comando e objetivos dos EUA

O presidente americano, Donald Trump, declarou que acompanhou pessoalmente a ação a partir de uma sala de comando, descrevendo a operação como “extremamente complexa” e comparando a experiência a “assistir a um programa de TV“.

Autoridades americanas informaram que a operação envolveu cerca de 150 aeronaves e vinha sendo planejada há meses. Trump afirmou que os Estados Unidos administrarão a Venezuela temporariamente, até viabilizar uma transição política, e mencionou controle das reservas de petróleo e neutralização da capacidade militar venezuelana.

Reações e próximos passos

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, rejeitou qualquer possibilidade de subordinação ao governo dos EUA, conforme reportado pela imprensa. As próximas horas devem definir para qual unidade prisional Maduro será levado e como os Estados Unidos conduzirão o processo judicial.

O caso de Maduro preso em solo americano inaugura um período de forte tensão diplomática e jurídica, e seguirá com atenção internacional sobre as etapas de acusação, apresentação de provas e determinação do local de detenção.

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