O líder venezuelano, Nicolás Maduro, chegou à sede da Agência de Combate a Drogas, DEA, em Nova Iorque no final da noite de sábado, algemado e acompanhado por agentes federais.
O avião que transportou o casal presidencial pousou no Aeroporto Internacional Stewart por volta das 18h30, no horário de Brasília, e Maduro desembarcou às 19h22, com capuz na cabeça, segundo relatos oficiais.
A prisão ocorreu durante a madrugada em Caracas, ao lado da esposa, Cilia Flores, e, segundo autoridades dos EUA, ele responderá por crimes de narcotráfico e terrorismo, conforme informação divulgada pela Casa Branca.
Chegada à sede da DEA e comportamento no local
Na filmagem divulgada pela Casa Branca, o detento aparece algemado e escoltado, entrando na sede da DEA em Nova Iorque. Enquanto era conduzido pelos agentes, Nicolás Maduro dirigiu-se a eles e disse “boa noite” e “feliz ano novo”.
Fontes oficiais informaram que o transporte foi feito com escolta do FBI e da DEA, e que o procedimento seguiu protocolos de segurança para uma detenção de alto risco.
Detalhes da operação que resultou na captura
Em declaração sobre a operação, o general John Daniel “Razin” Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, relatou que foram mobilizadas muitas aeronaves e recursos, citando, na íntegra, “Mais de 150 aeronaves, bombardeiros, aeronaves de reconhecimento e helicópteros. Milhares de horas de experiência usadas. O membro mais jovem de nossa tropa tinha 20 anos e o mais velho 49”.
Relatos da imprensa local apontaram que aeronaves sobrevoaram diversos pontos de Caracas e que foram registrados bombardeios durante a ação, segundo as informações divulgadas oficialmente.
Acusações, declarações de autoridades e reação venezuelana
A procuradora-geral dos EUA afirmou que Nicolás Maduro vai responder na Justiça norte-americana por crimes de narcotráfico e terrorismo, e que os procedimentos legais serão conduzidos em solo dos Estados Unidos.
O presidente Donald Trump declarou que as autoridades norte-americanas encontraram e capturaram o casal “em questão de segundos” e que os EUA irão comandar a Venezuela durante a transição por meio de um “grupo” ainda sem prazos detalhados.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu a imediata libertação de Maduro e de Cilia Flores, afirmando que “A Venezuela nunca será colônia de nenhuma nação. O povo venezuelano não será escravo de novo”, em posição contrária às declarações do governo dos EUA.
Próximos passos processuais
Autoridades americanas indicaram que o detido será submetido aos trâmites judiciais nos Estados Unidos, mas ainda não divulgaram datas para audiências ou detalhes sobre o processo de transição política mencionado por Washington.
Enquanto isso, a presença de Nicolás Maduro na sede da DEA em Nova Iorque marca o início de uma fase de incerteza diplomática e jurídica entre EUA e Venezuela, com repercussões imediatas na cena internacional.
