Imagens de câmeras podem mostrar últimos passos dos quatro amigos assassinados em Biguaçu, PGC é investigado após possível desentendimento e vítimas eram de Minas

Quatro jovens naturais do Sul de Minas foram encontrados mortos em uma área de mata em Biguaçu, na Região Metropolitana de Florianópolis, após desaparecerem na madrugada de 28 de dezembro.

A Polícia Militar de Santa Catarina analisa imagens de segurança para refazer a última rota do grupo, enquanto a Polícia Civil identificou as vítimas e aguarda resultado de perícias.

As famílias, oriundas de Guaxupé e Guaranésia, lamentaram a perda dos rapazes, que haviam se mudado para Santa Catarina em busca de trabalho, conforme informação divulgada pela Polícia Militar de Santa Catarina.

O que as imagens mostram e como ajudam a investigação

As imagens captadas mostram os quatro rapazes deixando a casa onde moravam em São José, cidade vizinha a Florianópolis, e registram movimentações importantes na hora do desaparecimento.

Em uma das sequências, cerca de uma hora depois, dois deles voltam à residência, enquanto um aparece nervoso, gesticulando ao telefone. Em seguida, um jovem é visto entrando no banco traseiro de um carro, e a partir desse momento o grupo não foi mais visto com vida.

Segundo a investigação, esses registros ajudam a Polícia Militar a refazer trajetos, identificar veículos e possíveis moradores que passaram pela área, aumentando a chance de encontrar responsáveis.

Um policial militar ouvido sob anonimato afirmou, “Eles estão refazendo os últimos passos que esse pessoal teve, para tentar chegar aos responsáveis pelo crime”.

Suspeita de envolvimento do Primeiro Grupo Catarinense

A investigação preliminar aponta a participação de uma facção local, o Primeiro Grupo Catarinense, PGC, após um possível desentendimento entre os jovens e integrantes do grupo.

O PGC é conhecido por forte atuação no Estado e por rivalidade com o Primeiro Comando da Capital, PCC, e a polícia não descarta que o conflito tenha desencadeado a chacina.

A Polícia Civil segue colhendo provas, ouvindo testemunhas e aguardando exames periciais que devem detalhar as causas da morte e possíveis sinais de tortura, para confirmar a dinâmica dos fatos.

Quem eram as vítimas

As quatro vítimas foram identificadas como Pedro Henrique Prado de Oliveira, 19 anos, Guilherme Macedo de Almeida, 20 anos, Daniel Luiz da Silveira, 28 anos, e Bruno Máximo da Silva, 28 anos.

Pedro e Bruno haviam se mudado para Santa Catarina em outubro para trabalhar como garçons. Daniel também vivia na região. Guilherme, o mais novo, havia chegado recentemente e começaria a trabalhar em uma empresa de soldas no dia 5 de janeiro.

A polícia informou que os corpos foram encontrados amarrados às margens de uma rodovia, em estado avançado de decomposição, com sinais de violência. A suspeita inicial é de que tenham sido mortos por esfaqueamento em outro local, e deixados na área onde foram localizados.

Reações da família e próximos passos da apuração

Ao confirmar a morte de Guilherme, a irmã Laís Macedo de Almeida se emocionou e disse, “Não estou conseguindo falar. Estamos de luto”.

Em rede social, outro familiar escreveu, “Levaram você de mim. Com você, levaram meu coração e parte da minha vida também. Te amo.”

A Polícia Civil continua a investigação, com apoio do setor de inteligência da Polícia Militar, e aguarda os laudos periciais para esclarecer as causas das mortes e apontar responsabilidades.

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