Polícia Militar revela que a morte de Miguel Abdalla, tio de Suzane von Richthofen, ocorreu por causas naturais, sem sinais de violência ou arrombamento, corpo foi achado após dois dias
A descoberta do óbito ocorreu depois que um vizinho estranhou a ausência de movimento na casa e subiu o muro com uma escada, conseguindo avistar o corpo, segundo a apuração.
O homem, que tinha 76 anos, foi encontrado em sua residência na zona sul de São Paulo, após passar dois dias sem dar notícias, e não havia sinais aparentes de crime no local.
Conforme informação divulgada pela Polícia Militar, “o homem, de 76 anos, morreu por causas naturais.”
Como foi a descoberta do corpo
Um vizinho acionou as autoridades depois de notar a falta de movimentação e usar uma escada para observar o quintal, do local conseguiu avistar o corpo de Abdalla e chamou a polícia, conforme relato obtido pela reportagem.
A Polícia Militar informou que não havia sinais de arrombamento na residência, o que reforça a hipótese de morte natural, e por isso não foram constatados indícios de violência no local.
Registro e procedimentos legais
O caso foi registrado pela Polícia Civil no 27º Distrito Policial de Moema, que ficará responsável pelos procedimentos legais, segundo as informações fornecidas pelas autoridades.
A PM destacou que as circunstâncias e a ausência de sinais externos apontaram para um quadro compatível com causa natural, e as investigações seguem para formalizar o laudo e demais trâmites.
Histórico familiar e papel de Miguel Abdalla
Miguel Abdalla era médico e teve papel importante após o assassinato de Marísia e Manfred Richthofen, em 2002, atuando como tutor de Andreas, irmão de Suzane, e como inventariante dos bens do casal.
Em julho de 2005, Andreas assumiu o lugar do tio como inventariante, após Suzane solicitar o afastamento de Abdalla, alegando que ele estaria sonegando bens do espólio, segundo os registros citados nas apurações.
Relação com o caso Richthofen
No ano seguinte, em 2006, Abdalla acionou a Justiça ao relatar que Suzane teria sido vista rondando a casa onde ele vivia com a mãe e o sobrinho, o que levou o Ministério Público de São Paulo a pedir a prisão preventiva dela, conforme as informações disponíveis.
Vale lembrar que Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado e, desde janeiro de 2023, cumpre a pena em regime aberto, dados que constam nos registros públicos sobre o caso.