Aposentado Réu por Duplo Homicídio em Marília: Ex-mulher e Namorado Mortos a Tiros na Porta da Empresa

Aposentado vira réu por feminicídio e homicídio em Marília após matar ex-mulher e o namorado dela a tiros. O crime ocorreu no dia 29 de dezembro, quando o casal chegava à empresa onde trabalhava. O acusado confessou os assassinatos e alegou ter agido por constrangimento com o fim do casamento e o novo relacionamento da ex-cônjuge.

O aposentado Umberto Muniz de Melo, de 73 anos, foi formalmente acusado de feminicídio e homicídio pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A decisão, tomada pelo juiz Fabiano da Silva Moreno, da 3ª Vara Criminal de Marília, transforma o idoso em réu, dando andamento ao processo criminal.

Segundo a denúncia aceita pela Justiça, Umberto é o autor dos disparos que vitimaram sua ex-mulher, a agenciadora de viagens Maria da Glória Xavier, e o companheiro dela, o motorista Jaelson da Hora Silva. O crime chocou a cidade de Marília pela brutalidade e pelo local, a porta de uma empresa de ônibus.

A versão apresentada pelo aposentado, segundo o processo, aponta o forte constrangimento pelo fim do casamento e o inconformismo com o novo relacionamento da ex-mulher como motivos para os assassinatos. A Justiça agora aguarda a resposta do réu à acusação formal, com base nas provas coletadas e no depoimento do acusado. Conforme informação divulgada pela imprensa local, o juiz também atendeu pedido do MPSP para a busca de antecedentes de Umberto na Bahia, seu estado de origem.

O crime e a fuga do aposentado

O duplo homicídio aconteceu no dia 29 de dezembro, quando Maria da Glória e Jaelson chegavam à garagem da empresa de ônibus em que trabalhavam, vindos de Tupã. De acordo com relatos, Umberto Muniz de Melo, que vivia em Tupã, seguiu o casal desde a cidade de origem. Ao desembarcarem, o aposentado efetuou cinco disparos, sendo três contra a ex-mulher e dois contra o namorado dela.

Após os disparos, o aposentado empreendeu fuga em direção a São Paulo, com o intuito de chegar até Curitiba. No entanto, o monitoramento de imagens em praças de pedágio foi crucial para a sua captura. Umberto foi preso em Boituva, cidade localizada no interior de São Paulo, ainda na rota de fuga.

Confissão e arma com queixa de furto

Em depoimento à polícia, Umberto Muniz de Melo confessou o crime de forma surpreendentemente calma. Ele reiterou que o fim do casamento e o novo relacionamento da ex-mulher foram os motivos. Em suas declarações, ele expressou certa resignação, afirmando: “Estragou minha vida, né? E a deles pior ainda.” O aposentado não demonstrou grande arrependimento pelas vidas ceifadas.

A arma utilizada no crime, um revólver Taurus, possuía queixa de furto em Marília. Isso implica que Umberto Muniz de Melo também responderá pelo crime de aquisição e posse ilegal de arma de fogo, tendo mantido o objeto em sua posse por meses até a data do homicídio. A compra da arma ocorreu poucos meses antes do crime, período em que, segundo relatos, ele também pressionava a ex-mulher por um retorno.

Processo em andamento e indícios de autoria

A decisão do juiz Fabiano da Silva Moreno reconhece a materialidade do crime, ou seja, a existência dos assassinatos, e os fortes indícios sobre a autoria. Com a transformação em réu, Umberto Muniz de Melo terá o prazo para apresentar sua defesa formal à Justiça. O caso segue em andamento, e a expectativa é que o processo criminal avance nos próximos meses, com a análise das provas e o julgamento do aposentado pelos crimes de feminicídio e homicídio.

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