Polícia Civil investiga morte de bebê após 18 horas de parto na Santa Casa de Lins
A Polícia Civil de Lins, no interior de São Paulo, instaurou um inquérito para apurar a morte de uma recém-nascida, ocorrida após a mãe passar por um trabalho de parto que se estendeu por 18 horas na Santa Casa do município.
A família da bebê registrou um boletim de ocorrência e relatou que o médico responsável teria insistido na realização de um parto normal, mesmo diante da longa duração do processo. A unidade hospitalar aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para determinar as causas exatas do óbito.
A mãe deu entrada na Santa Casa de Lins na segunda-feira (26), por volta das 8h, já em trabalho de parto. O nascimento da criança só aconteceu nas primeiras horas da terça-feira (27), por volta das 4h, após um período extremamente prolongado de 18 horas.
Família relata insistência em parto normal
Segundo o boletim de ocorrência, após o nascimento, a família procurou a pediatria da Santa Casa e foi informada sobre a morte da recém-nascida. Parentes afirmam que o médico que acompanhava o caso teria defendido a continuidade do parto normal, o que gerou questionamentos após a tragédia.
A **Santa Casa de Lins** informou que está colaborando com as investigações e aguarda a conclusão do laudo pericial emitido pelo IML. A instituição ressaltou que o documento será fundamental para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da bebê.
Laudo do IML é aguardado para apurar causas da morte
A **Polícia Civil** solicitou formalmente um exame necroscópico ao Instituto Médico Legal (IML) para que a causa da morte da recém-nascida seja oficialmente determinada. A expectativa é que o laudo forneça informações cruciais para o andamento da investigação policial.
O caso levanta preocupações sobre os protocolos médicos adotados em partos prolongados e a comunicação entre a equipe médica e os familiares. A família busca respostas e a responsabilização, caso se comprove alguma negligência.
Sindicância em Lençóis Paulista sobre morte de bebê
Em um caso com semelhanças, a Prefeitura de Lençóis Paulista (SP) instaurou uma sindicância interna para apurar a morte de uma bebê de 9 meses. A criança foi atendida inicialmente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, encaminhada ao Hospital das Clínicas (HC) de Bauru, onde veio a óbito na segunda-feira (26). A família da menina também alega negligência médica no primeiro atendimento recebido na UPA.