Brasil escreve novo capítulo nas Olimpíadas de Inverno com delegação recorde em Milão-Cortina 2026
As Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina, que acontecerão de 6 a 22 de fevereiro, marcam um momento histórico para o esporte brasileiro. O país enviará sua maior delegação de todos os tempos, com 14 atletas competindo, além de um reserva no bobsled. Essa expansão reflete o crescimento e o investimento no esporte de inverno no Brasil.
Entre os nomes que representarão o Brasil, alguns já conquistaram destaque e criaram expectativas de bons resultados. Lucas Pinheiro Braathen, no esqui alpino, e Edson Bindilatti, no bobsled, são exemplos de atletas com histórico e potencial para surpreender nas competições.
Esses atletas carregam a esperança de medalhas e de consolidar o Brasil em um cenário esportivo que, embora desafiador, tem ganhado cada vez mais adeptos e visibilidade no país. A jornada deles até os Jogos Olímpicos de Inverno é repleta de superação e dedicação, conforme divulgado por fontes esportivas.
Esqui Alpino: Novos Talentos e Apostas de Medalha
Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, é uma das principais apostas brasileiras. Ele já demonstrou seu potencial ao conquistar um título inédito para o Brasil na Copa do Mundo de esqui alpino em novembro do ano passado, em Levi, na Finlândia. Esse feito gerou um aumento significativo no interesse do público, com dados do Google Trends mostrando um pico de buscas.
Filho de pai norueguês e mãe brasileira, Braathen rompeu com a federação da Noruega para competir sob a bandeira brasileira, aumentando as chances de o país conquistar sua primeira medalha olímpica de inverno. Ele é amplamente considerado o atleta com maior potencial para alcançar esse feito.
Ao seu lado, Christian Oliveira Soevik, de 24 anos, também trocou a Noruega pelo Brasil. Nascido no Rio de Janeiro e criado na Noruega, Soevik fará sua estreia olímpica. No Mundial Júnior de 2022, obteve resultados expressivos, como o sexto lugar no combinado e o décimo no slalom gigante.
Givovanni Ongaro, o mais jovem da equipe com 22 anos, também fará sua estreia olímpica. Nascido na Itália e filho de mãe brasileira, Ongaro passou a competir pelo Brasil em 2024. Alice Padilha, com 18 anos, é a quarta mulher a representar o Brasil no esqui alpino, sendo a primeira desde Sochi-2014.
Esqui Cross-Country: Experiência e Superação no Gelo
No esqui cross-country, Manex Silva, de 23 anos, disputará sua segunda Olimpíada, após Pequim-2022. Nascido em Rio Branco, Silva se mudou para a Espanha e hoje detém os melhores resultados masculinos do Brasil na modalidade. Eduarda Ribera, com 21 anos, também participará de seus segundos Jogos Olímpicos, tendo competido em Pequim-2022.
Bruna Moura, aos 31 anos, realizará seu sonho olímpico após superar um grave acidente de carro em 2022, que lhe causou oito fraturas e a deixou impossibilitada de andar por dois meses. Após um longo processo de recuperação e fisioterapia, ela migrou do ciclismo para o rollerski e, finalmente, para o esqui cross-country.
Bobsled: A Força do Brasil nas Pistas de Gelo
Edson Bindilatti, de 46 anos, é um nome de peso no bobsled brasileiro. Natural de Camamu (BA), ele disputará sua sexta Olimpíada, tornando-se o recordista isolado do país em Jogos Olímpicos de Inverno. Bindilatti retornou em 2024 para auxiliar na classificação olímpica, e com um moderno trenó, a equipe brasileira obteve o 13º lugar no Mundial de 2025.
A equipe brasileira conta ainda com Davidson de Souza, 33 anos, conhecido como “Boka”. Ele esteve em Sochi-2014 como reserva e, após obter cidadania canadense, defendeu a seleção do Canadá. Recuperado de um grave acidente em dezembro de 2024, Souza retorna para reforçar o Brasil.
Rafael Souza, 29 anos, se prepara para sua terceira Olimpíada, após PyeongChang-2018 e Pequim-2022. Luís Bacca, que migrou do atletismo após ser campeão brasileiro sub-23 no salto triplo, é o integrante mais recente do elenco, juntando-se ao time em 2021.
Gustavo Ferreira, o mais jovem do time com 23 anos, também tem base no atletismo e já competiu nos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno de Lausanne-2020 no monobob, onde terminou em 13º lugar.
Skeleton e Snowboard: Novas Modalidades e Talentos Emergentes
Nicole Silveira, de 30 anos, é uma das grandes esperanças do Brasil no skeleton. A atleta gaúcha, que mora no Canadá, conquistou o bronze na Copa do Mundo de skeleton em PyeongChang em novembro de 2024, o primeiro pódio do Brasil em Copas do Mundo de esportes de inverno. Ela chega aos Jogos como uma das principais apostas brasileiras.
No snowboard, Pat Burgener, de 31 anos, trocou a federação suíça pela brasileira e obteve cidadania brasileira no início de 2025. Na temporada 2024/2025, ele terminou em 10º lugar no ranking da Copa do Mundo de snowboard halfpipe.
Augustinho Teixeira, de 21 anos, fará sua estreia olímpica em Milão-Cortina. Natural de Ushuaia, Argentina, ele é filho de pai argentino e mãe brasileira e irmão de João Teixeira, também praticante de snowboard.