Delegado aponta manobrista como responsável pela preparação de químicos que levaram à morte de professora em piscina de academia em SP
A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso de intoxicação química ocorrido na academia C4 Gym, que resultou na morte da professora Juliana Faustino Bassetto e deixou outras cinco pessoas intoxicadas. O foco das investigações recai sobre Severino José da Silva, de 43 anos, manobrista da academia, apontado como o responsável pela manipulação e preparo das substâncias químicas utilizadas na manutenção da piscina.
Segundo o delegado Alexandre Bento, as evidências iniciais, incluindo análises, depoimentos e imagens de câmeras de segurança, indicam que a intoxicação não se deu pela água em si, mas pela inalação de um gás tóxico que se propagou no ambiente. A dinâmica dos fatos ainda está sendo apurada para determinar a extensão da responsabilidade do funcionário.
A investigação busca esclarecer se houve negligência ou dolo na conduta do manobrista, que realizava diversas funções na academia, incluindo a preparação de produtos de limpeza. A defesa do manobrista alega que ele agia sob supervisão de um dos proprietários da empresa, o que será crucial para definir o indiciamento. Conforme informação divulgada pelo delegado Alexandre Bento em entrevista coletiva nesta terça-feira (10/2), o caso segue em andamento.
Manobrista realizava múltiplas funções e preparava químicos para piscina
Severino José da Silva, o manobrista investigado, exercia diversas atividades na C4 Gym, indo além de suas funções originais. Ele auxiliava em serviços gerais, incluindo a preparação do material para a limpeza da piscina. Nesta terça-feira (10/2), Severino prestou depoimento à Polícia Civil sobre sua participação no incidente.
O delegado Alexandre Bento explicou que a linha de investigação aponta Severino como o responsável pela preparação do produto que seria utilizado na piscina. Ele alega que o trabalho era realizado sob orientação e supervisão de um dos proprietários da academia, e que o preparo era deixado na borda da piscina para ser adicionado à água após o término das aulas, permitindo que ela descansasse para a limpeza no dia seguinte.
Possibilidade de homicídio culposo e laudos pendentes
Questionado sobre a possibilidade de indiciamento, o delegado afirmou que a hipótese de homicídio culposo é considerada. No entanto, a investigação ainda busca entender completamente a dinâmica dos fatos, especialmente a alegação de que o manobrista agia sob supervisão. A apuração depende ainda da conclusão de laudos periciais no local e nos produtos apreendidos, além de relatórios médicos detalhados sobre as vítimas.
O Conselho Regional de Química também está analisando se o material utilizado na academia estava em conformidade com as regulamentações. O incidente ocorreu no último sábado (7/2), após uma aula de natação na unidade do Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo, onde a professora Juliana Faustino Bassetto passou mal e veio a óbito no hospital. Outras cinco pessoas também apresentaram sintomas de intoxicação.
Academia C4 Gym em São Paulo é palco de tragédia química
A academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, em São Paulo, tornou-se palco de uma tragédia após uma aula de natação. A professora Juliana Faustino Bassetto sentiu-se mal durante o treino e, apesar de socorrida, não resistiu e faleceu no hospital. O caso chocou a comunidade e levantou sérias questões sobre os procedimentos de segurança e manutenção na academia.
Além da professora falecida, outros cinco frequentadores, incluindo o marido dela, apresentaram sinais de intoxicação, necessitando de atendimento médico. A rápida propagação dos sintomas entre os envolvidos sugere a gravidade da substância e a forma como ela se dispersou no ambiente, levando a polícia a focar na origem e manipulação dos químicos. A investigação segue para identificar todas as responsabilidades e prevenir que incidentes semelhantes voltem a ocorrer.