Brasil faz história em Jogos Paralímpicos de Inverno com medalha inédita e melhor resultado
Uma campanha memorável marcou o encerramento dos Jogos Paralímpicos de Inverno neste domingo, 15 de março. O Brasil não apenas participou, mas também conquistou seu lugar no quadro de medalhas pela primeira vez, alcançando a 22ª posição com uma medalha de prata. O feito histórico foi alcançado pelo esquiador Cristian Ribera no esqui cross-country.
Este resultado se soma ao ouro de Lucas Pinheiro Braathen nos Jogos Olímpicos de Inverno, encerrados em fevereiro. Juntos, esses feitos marcam um ciclo sem precedentes para o esporte brasileiro, que agora possui medalhas em todas as versões dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, incluindo as de Verão e de Inverno.
A conquista brasileira foi divulgada com grande repercussão, destacando o desempenho excepcional dos atletas. O país celebrou a entrada inédita no quadro de medalhas, consolidando um marco importante para o esporte paralímpico nacional. Conforme informação divulgada pelas fontes, o quadro de medalhas foi liderado pela China, seguida por Estados Unidos e Rússia.
Cristian Ribera: O Herói do Esqui Cross-Country
Cristian Ribera, atleta de 23 anos natural de Cerejeiras, Rondônia, e criado em Jundiaí, São Paulo, chegou aos Jogos de Milão-Cortina como um dos favoritos. Campeão da Copa do Mundo de esqui cross-country paralímpico, ele confirmou seu favoritismo logo no início das provas de neve.
No dia 10 de março, em Val di Fiemme, Ribera liderou as classificatórias e grande parte da final do sprint sentado. Ele foi superado apenas nos metros finais pelo chinês Liu Zixu, garantindo a medalha de prata. A conquista foi celebrada com muita emoção pelo atleta, que já participava de sua terceira edição paralímpica.
Aline Rocha: Protagonista e Recordista Brasileira
No último dia de competições com participação brasileira, neste domingo, 15 de março, Cristian Ribera disputou a prova dos 20 km do esqui cross-country, terminando em quinto lugar. Na mesma posição, Aline Rocha brilhou na categoria feminina.
Aline Rocha, de Pinhão, Paraná, foi uma das grandes protagonistas da delegação brasileira. Logo no primeiro dia de provas, em 7 de março, ela conquistou o sétimo lugar no biatlo sprint de 7,5 km, estabelecendo o melhor resultado da história do Brasil nesta modalidade.
Nas provas de cross-country, Aline manteve um desempenho notável, com o quinto lugar no sprint, o quinto nos 10 km e o sétimo no revezamento misto. Com esses resultados, ela quebrou seu próprio recorde de melhor colocação de uma brasileira nos Jogos Paralímpicos de Inverno, superando a marca de sétimo lugar obtida em Pequim 2022.
Maior Delegação Brasileira e Futuro Promissor
Além de Ribera e Aline, o Brasil contou com outros seis atletas em ação na Itália, formando a **maior delegação da história do país** em uma edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno. No esqui cross-country e biatlo, competiram Guilherme Rocha, Wellington da Silva e Elena Sena, de São Paulo, e Robelson Lula, da Paraíba.
No snowboard, em Cortina d’Ampezzo, os gaúchos André Barbieri e Vitória Machado representaram o Brasil. Atletas como Ribera, Aline, Silva e Elena integram o Time São Paulo, uma parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que apoia 157 atletas em todo o país.
Os próximos Jogos Paralímpicos de Inverno estão programados para os Alpes Franceses, de 1º a 10 de março de 2030, e o Brasil já demonstra um caminho promissor para futuras conquistas.
Um Legado Olímpico e Paralímpico Completo
O Brasil agora ostenta medalhas em todas as vertentes dos jogos: nas Olimpíadas de Verão (40 de ouro, 49 de prata, 81 de bronze), Paralimpíadas de Verão (134 de ouro, 158 de prata, 170 de bronze), Olimpíadas de Inverno (1 ouro) e Paralimpíadas de Inverno (1 prata). Este é um marco histórico que demonstra o crescimento e a diversificação do esporte de alto rendimento no país.