Lula confirma Geraldo Alckmin como vice em nova candidatura à Presidência, enquanto ministros deixam o governo para eleições 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira (31/3) que manterá a parceria com Geraldo Alckmin (PSB) como seu vice-presidente em uma eventual nova candidatura à Presidência da República. A declaração foi feita durante uma reunião no Palácio do Planalto, que também marcou a saída de 14 ministros do governo federal.
Esses ministros deixarão seus cargos para concorrer a diferentes postos nas eleições de 2026, um movimento que reconfigura a Esplanada dos Ministérios e reforça a estratégia política do atual governo. A saída em massa atende à legislação eleitoral, que exige o afastamento de cargos públicos até o dia 4 de abril para quem pretende se candidatar.
A confirmação de Alckmin como vice reforça a aliança que, surpreendeu na disputa presidencial de 2022, unindo antigos adversários políticos. Conforme informação divulgada pelo Planalto, o próprio Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para se dedicar integralmente à campanha ao lado de Lula.
Saída em massa de ministros para disputar eleições 2026
A reunião no Palácio do Planalto serviu para oficializar a saída de 14 integrantes do alto escalão do governo, com a expectativa de que esse número chegue a 18. Entre os que deixam seus cargos estão nomes importantes que almejam governos estaduais, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados.
Estão entre os ministros que deixam o governo Fernando Haddad (PT), da Fazenda, que pode concorrer ao governo de São Paulo, Renan Filho (MDB), dos Transportes, com foco no governo de Alagoas, e Rui Costa (PT), da Casa Civil, que visa uma vaga no Senado pela Bahia. Outros nomes incluem Gleisi Hoffmann (PT), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), Carlos Fávaro (PSD), Waldez Góes (PDT), e Sônia Guajajara (Psol).
Alckmin deixa MDIC para focar na vice-presidência
O presidente Lula fez questão de destacar a importância da permanência de Alckmin na chapa, ressaltando a solidez da aliança. “O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou o presidente.
Essa decisão de Geraldo Alckmin em deixar o ministério é um passo crucial para sua participação na próxima corrida eleitoral. A manobra visa não apenas cumprir os prazos legais, mas também permitir que ele se dedique integralmente à construção da campanha presidencial.
Reconfiguração da Esplanada dos Ministérios
A saída de tantos ministros representa uma **significativa reconfiguração** na Esplanada dos Ministérios. A necessidade de preencher essas pastas com novos nomes e a adaptação das equipes aos novos titulares são desafios imediatos para o governo.
O movimento demonstra a força das articulações políticas em torno das eleições de 2026 e como o cenário eleitoral impacta diretamente a composição e o funcionamento do governo federal. A estratégia de Lula em manter Alckmin como vice-presidente é um sinal claro de sua aposta na continuidade e na força da aliança construída.