Divórcio milionário na Bahia expõe ligação de advogado investigado na CPMI do INSS com o Banco Master
O nome do advogado e procurador do Estado da Bahia, Eugênio de Souza Kruschewsky, volta a figurar em discussões públicas de grande repercussão. Recentemente, ele foi incluído em um pedido formal de convocação para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O requerimento, apresentado pelo deputado Josenildo (PDT), solicita que Eugênio e outros dois membros da família Kruschewsky participem de uma acareação como investigados.
O objetivo da convocação é apurar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, o cartão Credcesta e contratos de crédito consignado direcionados a servidores públicos. A situação ganha contornos ainda mais complexos ao se entrelaçar com um processo de divórcio milionário na Bahia, onde Eugênio também atua como representante legal de uma das partes.
Conforme informações divulgadas, o deputado Josenildo também solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) a elaboração de um relatório de inteligência financeira. Este documento visa identificar movimentações atípicas nas contas de Eugênio, seus parentes citados e sociedades ligadas a eles, incluindo o escritório Gabino Kruschewsky Advogados Associados, abrangendo operações desde a privatização da Ebal até os dias atuais. A reportagem teve acesso a um pedido formal de convocação apresentado à CPMI do INSS, que detalha essas solicitações.
Investigações na CPMI do INSS e o papel do Credcesta
O pedido de convocação na CPMI do INSS menciona diretamente Eugênio, André Kruschewsky, ex-diretor jurídico do Banco Master até 2024, e Luiá Kruschewsky, ligada à estrutura jurídica da antiga estatal baiana Ebal. A representação argumenta que, após a privatização da Ebal, o Credcesta teria se tornado um modelo de esquema que se expandiu pelo país, chegando a afetar beneficiários do INSS.
A conexão entre o Credcesta e o Banco Master tem sido objeto de detalhadas reportagens, que evidenciam como o cartão se consolidou como uma das principais linhas de negócio da instituição financeira. Augusto Lima, que esteve à frente do Credcesta, chegou a deter aproximadamente 30% do Banco Master até recentemente, reforçando a proximidade entre os envolvidos.
Advogado em divórcio milionário e acusações de fraude processual
Paralelamente às investigações da CPMI, Eugênio de Souza Kruschewsky também se encontra no centro de um litígio de divórcio milionário envolvendo o empresário baiano Lucas Queiroz Abud e Fabiana Durand Gordilho. Eugênio é um dos três advogados que representam Fabiana e foram alvos de uma representação disciplinar formalizada por Lucas junto à OAB da Bahia.
Na representação, Lucas alega que provas cruciais para a modificação de um acordo consensual de 2019 teriam sido produzidas com base em dados falsos ou imprecisos. Ele contesta a alegação de agressões como motivo para o fim do casamento, o que nega veementemente, e aponta uma traição conjugal admitida por Fabiana como a verdadeira causa da separação.
Lucas também contesta citações de decisões judiciais, datas e documentos médicos apresentadas pela defesa de Fabiana, afirmando que estes não condizem com os registros oficiais. Com base nesses fatos, ele acusa o grupo de advogados de cometer fraude processual e solicita que a OAB instaure um processo disciplinar contra eles.
Defesa nega acusações e alega campanha de descrédito
Em resposta às acusações, os advogados Ana Patrícia Dantas Leão, Eugênio Kruschewsky e Michelle Santos Allan emitiram uma nota negando todas as alegações. Eles se declaram vítimas de uma campanha orquestrada para desacreditar seu trabalho profissional. Os advogados sustentam que estão apenas representando Fabiana em uma ação de produção antecipada de prova e atribuem a disputa a um processo sigiloso e de natureza complexa.
