Belmonte quebra o silêncio após deixar o São Paulo e abre jogo sobre candidatura à presidência do clube

Belmonte se despede do São Paulo em meio a turbulências e deixa futuro em aberto para disputa presidencial

Após deixar o cargo de diretor de futebol do São Paulo, Carlos Belmonte rompeu o silêncio e utilizou suas redes sociais para expressar gratidão e emoção pela sua trajetória de cinco anos no clube. A saída ocorre em um momento delicado para a equipe, que vem acumulando resultados negativos e enfrentando críticas da torcida.

Em sua publicação, Belmonte agradeceu a todos os colaboradores do Centro de Treinamento e aos atletas, que o emocionaram em sua despedida. Ele ressaltou a importância de retornar à família, que sempre o apoiou. A declaração, no entanto, deixou em aberto a possibilidade de uma futura candidatura à presidência do São Paulo, um assunto que vinha gerando especulações nos bastidores do clube.

A relação entre Belmonte e o presidente Julio Casares já apresentava sinais de desgaste há algum tempo, especialmente em função de divergências sobre a condução do clube e a eleição presidencial. A chegada de Márcio Carlomagno, como superintendente de futebol, também teria contribuído para um clima de tensão, uma vez que Belmonte possuía uma boa relação com os jogadores, e Carlomagno é visto como um provável candidato da situação para a próxima eleição, algo que não era bem aceito por Belmonte. Conforme apuração da ESPN, Belmonte esteve no CT para se despedir dos jogadores.

Despedida e gratidão: o fim de um ciclo

“Hoje encerro um ciclo de 5 anos com três títulos e cinco finais à frente do futebol do São Paulo. Gratidão a cada colaborador do CT e a todos os atletas que hoje me emocionaram na minha despedida. Volto para a minha família que sempre esteve comigo mais do que consegui estar com ela. O futuro a Deus pertence”, escreveu Belmonte em sua rede social. A frase final, “O futuro a Deus pertence”, reforça a incerteza sobre seus próximos passos, mas sinaliza uma possível retomada de protagonismo no clube.

Divergências internas e a chegada do CEO

Fontes indicam que o **desgaste entre Belmonte e Casares** se intensificou devido a divergências sobre a eleição presidencial e a negociação de parcerias para as categorias de base. A ascensão de Márcio Carlomagno, com “portas abertas” no CT, também teria criado um ambiente de desconforto, impactando a relação de Belmonte com os atletas. O presidente Julio Casares, em coletiva, confirmou que as mudanças eram necessárias e que a vinda do CEO Márcio Carlomagno visa acelerar o planejamento para 2026 e profissionalizar a gestão.

O futuro político e a situação do time

Belmonte é apontado por alguns grupos dentro do clube como um possível candidato à presidência, mas ele prefere não confirmar a intenção no momento. Casares, por sua vez, defendeu a sua gestão, ressaltando que os erros são coletivos e que ele tem mandato até o final. O São Paulo vive um momento instável, com apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, ocupando a oitava colocação no Campeonato Brasileiro e fora da zona de classificação para a Libertadores. Com duas rodadas restantes e diversos desfalques por lesão, a expectativa da torcida é baixa.

Casares garante continuidade e planeja reformulações

O presidente Julio Casares reiterou seu compromisso em cumprir o mandato e prometeu **reformulações significativas** no clube. “Vamos ter que caminhar para isso. Houve um investimento grande na infraestrutura do CT, agora precisamos investir nos profissionais. Esse é um aspecto. E entra o papel do CEO. Ele tem que trazer essas condições”, afirmou Casares. Ele também mencionou que o clube fará um **belo balanço financeiro**, o que dará envergadura para um 2026 mais competitivo. A declaração busca tranquilizar os torcedores e apresentar um plano de recuperação para o Tricolor Paulista.

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