Bolsonaro na PF: Defesa pede novo ultrassom para comprovar hérnia e risco de cirurgia urgente

Hérnia inguinal em foco: Defesa de Bolsonaro solicita novo exame e avalia cirurgia na PF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um novo pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para a realização de um ultrassom. O objetivo é comprovar a existência de uma hérnia inguinal bilateral e, consequentemente, a necessidade de cirurgia.

Atualmente detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília desde 25 de novembro, Bolsonaro cumpre ordem judicial no âmbito do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado. A solicitação de um novo exame surge após o ministro Alexandre de Moraes questionar a validade dos laudos médicos apresentados pela defesa, que possuíam mais de três meses.

O ministro determinou que a própria PF realize uma perícia médica para verificar a real condição de saúde do ex-presidente e a urgência de uma intervenção cirúrgica. A defesa, por sua vez, argumenta que o procedimento de ultrassom é rápido, não invasivo e pode ser realizado na própria sede da PF, agilizando o processo e auxiliando na perícia oficial, conforme divulgado por fontes próximas ao caso.

Relatório médico aponta dores e risco de descompensação

Um relatório médico anexado ao processo, divulgado recentemente, detalha o quadro clínico de Bolsonaro. O documento aponta que o ex-presidente tem sofrido com dores e desconforto na região inguinal nas últimas semanas. Essas queixas foram agravadas por crises de soluço, que, segundo os médicos, aumentariam a pressão abdominal.

O relatório recomenda expressamente um tratamento cirúrgico sob anestesia geral. A defesa enfatiza que Bolsonaro tem apresentado episódios de falta de ar e síncope, diretamente relacionados às crises de soluço. Tais sintomas representariam um risco de descompensação súbita, justificando a urgência do pedido.

Defesa alega novas intercorrências médicas e pede atenção urgente do STF

Os advogados de Jair Bolsonaro sustentam que novas intercorrências médicas surgiram, reforçando a necessidade de atenção imediata do Supremo Tribunal Federal ao estado de saúde do ex-presidente. A defesa classificou o requerimento como urgente e indicou o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli para a realização do ultrassom.

A estratégia da defesa visa apresentar evidências atualizadas para embasar o pedido de cirurgia, buscando garantir que a condição de saúde de Bolsonaro seja tratada com a devida prioridade. A expectativa é que o novo exame forneça dados concretos para a perícia oficial e para a decisão do ministro Alexandre de Moraes.

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