Brasil na Montanha-Russa: Empate Insosso com Tunísia Acende Alerta para 2026 após Vitória Sólida contra Senegal

Brasil encerra ano com empate insosso e repete roteiro de oscilações na última Data Fifa

Após uma vitória convincente sobre Senegal, a Seleção Brasileira tropeçou diante da Tunísia, reacendendo dúvidas sobre consistência, protagonismo e poder de reação. O time fechou a última Data Fifa do ano com um contraste que tem marcado a era recente, exibindo um jogo promissor seguido por outro que desperta preocupações.

O empate em 1 a 1 com a Tunísia, em Lille, deixou no ar a sensação de que nem mesmo um técnico renomado como Ancelotti conseguiu, até o momento, evitar as quedas bruscas de rendimento que têm sido a marca deste ciclo para a Seleção Brasileira.

Conforme apurado, o amistoso na Decathlon Arena começou com alterações na escalação. Bento, Wesley e Caio Henrique foram titulares em comparação ao jogo anterior. Apesar das chances criadas no início com Estêvão e Rodrygo, o Brasil sofreu um gol aos 23 minutos, após falha de Wesley. O empate veio nos acréscimos do primeiro tempo, com Estêvão convertendo um pênalti.

O Roteiro de Oscilações se Repete Entre Senegal e Tunísia

Três dias antes, o cenário era distinto. Contra Senegal, em Londres, Ancelotti escalou o que considerava sua base titular. Estêvão brilhou novamente, abrindo o placar, e Casemiro ampliou em jogada de bola parada. A atuação segura encerrou uma invencibilidade de 26 jogos dos senegaleses, gerando a impressão de um rumo claro para 2026. Contudo, essa impressão durou menos de 72 horas.

O padrão recente se manifestou: quando o time parece engrenar, a queda surge em seguida, muitas vezes com contornos históricos. Foi o que ocorreu em amistosos anteriores, como a goleada contra a Coreia do Sul seguida pela primeira derrota para o Japão, e agora, a boa atuação contra Senegal contrastando com o desempenho modesto contra a Tunísia, uma equipe que nem figura entre as cinco principais seleções africanas no momento.

Protagonismo Ausente e Destaque Jovem em Meio às Dúvidas

Pontos individuais reforçam o problema coletivo. A camisa 10, por exemplo, segue sem um dono confiável. Rodrygo, apesar de seu talento, não tem sustentado um desempenho que o consolide como líder técnico. Vini Jr., por sua vez, ainda se mostra distante do jogador que encanta no Real Madrid, finalizando mal e decidindo pouco, carregando mais o status de estrela do que o protagonismo esperado.

Em contrapartida, Estêvão continua sendo o nome mais promissor da equipe. Aos 18 anos, marcou contra Senegal e converteu o pênalti contra a Tunísia, apresentando-se como o único ponto de luz constante na Data Fifa. O risco reside na instabilidade do ambiente da Seleção, que pode, em vez de lapidar o talento, acelerar uma pressão desgastante para o jovem jogador.

Carências Persistentes e o Desperdício de Oportunidades

A Seleção Brasileira continua a colecionar chutes de fora da área sem direção, cruzamentos aleatórios e decisões mal executadas em campo. Falta um batedor confiável, um finalizador e, sobretudo, alguém que resolva os jogos. Vitor Roque demonstrou faro e esperteza ao cavar um pênalti, o que deve render mais oportunidades. No entanto, a cobrança desperdiçada por Paquetá reforça o cenário de que mesmo os jogadores que recebem minutos preciosos têm dificuldade em transformar chances em afirmação.

O ano de 2024 termina com mais perguntas do que respostas para a Seleção. Um time que não consegue sustentar intensidade e confiança contra um adversário de porte médio levanta um alerta concreto sobre as chances de alcançar os objetivos em 2026, com o risco de não chegar às quartas de final se tornando uma hipótese pessimista e não apenas um cenário distante.

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