Carol Solberg, jogadora de vôlei de praia, é barrada de torneio após comemorar prisão de Bolsonaro

FIVB pune Carol Solberg e a impede de jogar torneio internacional após comemorações sobre prisão de Bolsonaro

A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi suspensa pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e está impedida de participar do torneio Beach Pro Tour Elite, que ocorrerá em João Pessoa, entre os dias 11 e 15 de março. A punição se deu em decorrência de declarações feitas pela atleta em novembro do ano passado, quando comemorou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A notícia foi inicialmente divulgada pelo blog de Juca Kfouri no UOL e confirmada posteriormente pela Folha. Carol Solberg, ao lado de sua parceira Rebecca, conquistou a medalha de bronze em uma etapa do circuito internacional em Adelaide, na Austrália. Durante a celebração da vitória, a atleta fez declarações em inglês e português sobre a prisão de Bolsonaro.

“Sim, é um dia incrível para mim, estou muito feliz. Também foi um dia maravilhoso para o mundo. Ontem, no Brasil, colocamos na prisão o pior presidente da nossa história. Bolsonaro está preso, e isso é tão importante que a gente celebre”, afirmou Carol na ocasião. Em seguida, acrescentou em português: “Vamos comemorar! Bolsonaro na cadeia, galera”. A assessoria da jogadora informou que ela não comentaria o caso.

Infração ao regulamento da FIVB

Segundo a apuração, Carol Solberg teria violado o artigo 8.3 do regulamento disciplinar da FIVB. Este artigo trata sobre a **conduta antiesportiva**, que abrange insultos, gestos, linguagem ofensiva, demonstrações de natureza não esportiva ou qualquer comportamento que possa trazer descrédito ao vôlei e/ou à própria FIVB. A federação reforçou seu compromisso em manter um ambiente justo e respeitoso para as competições.

Histórico de críticas ao ex-presidente

Esta não é a primeira vez que Carol Solberg se manifesta publicamente contra Jair Bolsonaro. Em setembro de 2020, após conquistar o bronze em uma etapa em Saquarema, Rio de Janeiro, a jogadora já havia expressado sua insatisfação, dizendo: “Só para não esquecer: fora, Bolsonaro!”. Naquele momento, Carol declarou que, embora não se considerasse uma ativista, sentia a **obrigação de se posicionar** e lamentava a possibilidade de ser punida por exercer sua liberdade de expressão.

O episódio de 2020 gerou uma nota de repúdio por parte da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Até o momento, a CBV ainda não se pronunciou oficialmente sobre a recente punição imposta pela FIVB à jogadora Carol Solberg.

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