CPI do Crime Organizado: Meta é questionada sobre uso de redes sociais por criminosos no Brasil; saiba os detalhes

CPI ouve diretora da Meta sobre uso de redes sociais no crime organizado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o uso de redes sociais por organizações criminosas no Brasil realiza nesta quarta-feira (24) uma sessão de oitiva com a diretora de políticas públicas da Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

O foco da investigação é entender como as plataformas da Meta têm sido utilizadas para a prática de crimes, desde a disseminação de conteúdos ilegais até a organização de atividades ilícitas em larga escala. A comissão busca respostas sobre as medidas que a empresa tem adotado para coibir essas ações.

A expectativa é que a representante da Meta apresente os mecanismos de segurança e moderação de conteúdo utilizados pela empresa, além de detalhar os desafios enfrentados no combate ao uso criminoso de suas redes. A sessão promete ser um momento crucial para o avanço das investigações da CPI.

Desafios na moderação de conteúdo e combate a fake news

Um dos principais pontos a serem abordados na CPI é a **eficácia dos sistemas de moderação de conteúdo** da Meta. Parlamentares querem saber quais são os protocolos para identificar e remover publicações que promovam o crime, discursos de ódio, ou que sejam utilizadas para aplicar golpes e fraudes.

A disseminação de fake news e desinformação, muitas vezes orquestrada por grupos criminosos para manipulação da opinião pública ou para facilitar suas ações, também estará em pauta. A comissão busca entender como a Meta combate a propagação de notícias falsas que podem ter impacto direto na segurança pública.

Ações da Meta contra o crime organizado e a violência

A CPI pretende questionar a diretora sobre as políticas e tecnologias que a Meta emprega para identificar e desmantelar redes criminosas que operam em suas plataformas. A empresa já divulgou em outras ocasiões relatórios sobre o combate a contas falsas e atividades coordenadas que violam seus termos de serviço.

Espera-se que a Meta apresente dados e exemplos de como tem colaborado com autoridades brasileiras no combate ao crime organizado, fornecendo informações relevantes que auxiliem em investigações. A transparência sobre esses dados é fundamental para a comissão.

Responsabilidade das plataformas digitais

A discussão na CPI também gira em torno da responsabilidade das plataformas digitais no que diz respeito ao conteúdo publicado pelos usuários. Parlamentares buscam definir os limites dessa responsabilidade e o papel que empresas como a Meta devem desempenhar para garantir um ambiente online mais seguro.

A oitiva é um passo importante para que a comissão possa formular propostas legislativas que visem aprimorar a legislação brasileira sobre o tema, garantindo que as redes sociais não sejam um terreno fértil para a atuação de criminosos e que os cidadãos estejam mais protegidos contra os riscos online.

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