Diniz compara Vasco a Manchester United, nega racha e admite preocupação com rebaixamento do Cruzmaltino

Fernando Diniz admite apreensão com o rebaixamento do Vasco e compara situação do clube à do Manchester United

A derrota do Vasco para o Bahia por 1 a 0 em Salvador, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, aumentou a preocupação do clube com a possibilidade de rebaixamento. Com cinco rodadas seguidas sem pontuar, o Cruzmaltino se aproxima perigosamente da zona da degola, a apenas três pontos de distância, o que levou o técnico Fernando Diniz a admitir a tensão no elenco e a necessidade urgente de vitórias.

Em entrevista coletiva após a partida, Diniz foi direto ao falar sobre a realidade do Vasco nas últimas três rodadas do campeonato. Ele reconheceu a queda de rendimento da equipe, que já esteve em uma posição mais confortável na tabela, e enfatizou a importância de somar pontos para garantir a permanência na Série A.

“Faltam três jogos e a gente precisa pontuar. Chegamos a ficar em sétimo na tabela. A gente podia ter avançado mais, podia estar falando de outra coisa hoje, mas a realidade é essa. A gente precisa pontuar, e o rebaixamento, lógico, é uma questão. Faltam três jogos para terminar o campeonato, e precisamos ganhar jogo. A torcida está certa de fazer conta, e a gente tem que ganhar jogo. É isso que a gente tem que fazer”, afirmou o treinador.

Diniz descarta racha e elogia jogadores do Vasco

Questionado sobre a possibilidade de um racha no elenco, Fernando Diniz negou veementemente qualquer problema interno. O técnico fez questão de ressaltar a boa relação entre os jogadores e classificou os rumores como “bobagem”. Ele citou nomes como Léo Jardim, Rayan, Vegetti e Coutinho para ilustrar a união do grupo.

“Em relação às outras coisas do vestiário, você sabe que é bobagem. Sabe da minha relação. Quem vai rachar o vestiário? O Léo Jardim, o Rayan, o Vegetti, o Coutinho? O Coutinho não jogava. Essa é a temporada que ele faz mais partidas. Tem um monte de coisa boa. O que tem de coisa ruim? Esse recorte de cinco jogos é muito pesado, muito ruim. E é uma tristeza, muito ruim. Agradeço a pergunta e foi muito boa”, disse Diniz, visivelmente incomodado com a insinuação.

Comparação com Manchester United e lição de grandeza

Em um momento da entrevista, Fernando Diniz fez uma comparação inusitada para ilustrar a situação do Vasco. Ele comparou o clube carioca ao Manchester United, um gigante do futebol mundial que, nas últimas décadas, tem enfrentado períodos de menor protagonismo.

“O Vasco é gigantíssimo, um dos maiores times do mundo. Eu comparo ao Manchester United, que lá em 2000 fizeram a semifinal de campeonato mundial, mas desse tempo para cá passa por um período parecido com o Vasco. O time que eu dirijo, eu me incluindo e esses jogadores precisam aprender a ser grandes do tamanho do Vasco. Não podemos alimentar a torcida no ‘vai, não vai’. Não podemos fazer isso. Temos que ser mais contundentes. O Vasco vai ser gigante sempre, mas o time tem que aprender a ser grande”, cobrou.

Situação na tabela e próximos desafios

Atualmente, o Vasco ocupa a 13ª colocação na tabela do Brasileirão, com 42 pontos. A equipe corre o risco de ser ultrapassada por Ceará e Internacional, que ainda jogam nesta rodada. A meta agora é clara: garantir a permanência na elite do futebol brasileiro, e para isso, Diniz reforça a necessidade de **vitórias nos jogos restantes**.

A pressão aumenta a cada rodada, e a torcida vascaína, compreensivelmente, faz contas e espera um desfecho positivo. O discurso de Diniz, de reconhecer a preocupação, mas também de cobrar **atitude e aprendizado** dos jogadores para honrar a grandeza do clube, demonstra a complexidade do momento vivido pelo Gigante da Colina.

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