O surgimento de um documento atribuído a Eliza Samudio em Portugal reacendeu dúvidas sobre a cronologia dos fatos de 2010, e trouxe impacto emocional à família, segundo o irmão.
Arlie Moura afirmou que recebeu a informação pela imprensa e por redes sociais, e cobrou checagem dos registros migratórios para entender se houve emissão de segunda via ou movimentação do passaporte.
As declarações foram prestadas em entrevista exclusiva, conforme informação divulgada pelo BacciNoticias.
A descoberta do passaporte e as dúvidas sobre a saída do país
De acordo com a reportagem, o documento localizado em Portugal supostamente não tem registro de saída do país europeu, o que levanta questionamentos sobre a movimentação do passaporte de Eliza desde 2010.
Arlie relatou que, para a família, a existência do passaporte precisa ser confirmada por vias oficiais, porque a entrada em outro país exige registro correspondente de saída, e é preciso entender se houve emissão de segunda via ou outro procedimento administrativo.
Sobre a forma como tomou conhecimento, Arlie disse, “Referente essa notícia do passaporte, fiquei sabendo por uma amiga minha pelo grupo de WhatsApp que temos(…), depois foram chegando outras informações(…). Então, basicamente eu recebi pela mídia como sempre né? Mesmo quando tinha contato com minha mãe, todas as situações que aconteceu com minha irmã ou acontecia com minha mãe e meu sobrinho sempre foi pela mídia”.
Impacto pessoal, lembranças e pedido por um norte definitivo
A notícia abalou a estabilidade emocional de Arlie, porque coincidiu com a data de aniversário do pai, e trouxe lembranças difíceis da infância e do convívio familiar, especialmente porque a última visita pessoal ocorreu entre 2008 e 2009, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Arlie afirmou que não fará afirmações precipitadas, e pediu que as autoridades “puxem todos esses dados aí para gente ter mais ou menos um norte”. Ele descreveu o abalo, “Para mim foi uma coisa que balançou bastante. Ainda mais hoje que seria aniversário do meu pai né? Então, tipo, é uma coisa que mexeu bastante, trás lembrança, a gente começa a pensar um monte de coisa né? Mas a gente não vai afirmar. Eu pelo menos não vou afirmar nada. Tem que ser feito o que tem que ser feito, tem que ser investigado pelas autoridades né? Puxar todos esses dados aí para gente ter mais ou menos um norte”.
Realismo sobre o caso e postura em relação aos envolvidos
Apesar de o surgimento de novos indícios poder despertar esperança, Arlie manteve uma visão cautelosa, lembrando das provas e depoimentos já divulgados ao longo dos anos, inclusive dos relatos envolvendo o caso desde 2010.
Ao falar sobre o goleiro Bruno, um dos réus mais notórios do processo, Arlie deixou claro que não busca contato, e que prefere manter distância, “Não tive nenhum contato, e, não pretendo sabe? Não tenho raiva, não tenho ódio sabe? Só é uma pessoa que eu não quero ter contato ou conhecer. Para mim ele lá num canto, eu no meu canto, igual eu e minha mãe”, comentou.
O que a família espera agora
A família, segundo Arlie, não quer afirmar nada sem apuração, e espera que as autoridades verifiquem registros migratórios e demais dados que possam esclarecer se o passaporte de Eliza Samudio corresponde a emissão anterior a 2010, a uma segunda via, ou se há outras explicações administrativas.
Enquanto aguarda respostas oficiais, Arlie tenta manter a privacidade e focar na vida familiar, mas reforça o pedido por investigação para que a família tenha um norte definitivo sobre as dúvidas reabertas pela notícia do passaporte de Eliza Samudio.
