Caminhoneiro que paralisou Rodoanel confessa ter inventado ataque com bomba e causa pânico. Entenda a farsa que gerou congestionamento e mobilizou autoridades.
O caso que chocou o país, onde um caminhoneiro teria sido vítima de um atentado com bomba no Rodoanel Governador Mário Covas, na Grande São Paulo, revelou-se uma elaborada farsa. Dener Laurito dos Santos, o motorista envolvido, confessou à Polícia Civil ter inventado toda a história.
A simulação, que resultou em uma paralisação de quase cinco horas na rodovia e mobilizou equipes especializadas, tinha como objetivo, segundo o próprio Dener, “chamar atenção para a causa dos caminhoneiros”. A narrativa inicial, que viralizou em rede nacional, apontava para um ataque com explosivos.
No entanto, investigações policiais e imagens de câmeras de segurança contradisseram o relato do motorista. Com a confissão, Dener Laurito dos Santos deverá responder por crimes como comunicação falsa de crime e interdição de via pública, além de criação de pânico.
O plano para criar a ilusão de um atentado
Dener Laurito dos Santos não apenas inventou a história, mas também tomou medidas para torná-la crível. Ele teria fabricado um artefato falso para simular uma bomba, além de quebrar o próprio para-brisa do caminhão com uma pedra encontrada no acostamento. A intenção era justificar um ataque que nunca ocorreu.
De acordo com o delegado Márcio Fruet, o caminhoneiro ainda amarrou as próprias mãos e permaneceu imóvel dentro da cabine, intensificando a encenação. Imagens de câmeras de segurança, porém, capturaram o momento em que Dener descia do veículo para urinar instantes antes de iniciar o bloqueio.
Impacto da paralisação e consequências legais
A ação de Dener Laurito dos Santos provocou um **congestionamento colossal de 44 quilômetros** no Rodoanel, no km 44. A simulação de um explosivo também levou à mobilização do esquadrão antibombas, gerando custos e apreensão desnecessários.
Com a confissão e a revelação da farsa, o caminhoneiro agora enfrenta sérias consequências legais. Ele deverá ser **responsabilizado por comunicação falsa de crime**, por ter alertado sobre um atentado inexistente, e por **interdição de via pública**, devido à paralisação causada. A criação de pânico ao simular um explosivo também será considerada em seu julgamento.
O apelo pela causa dos caminhoneiros e a linha tênue da verdade
Embora Dener Laurito dos Santos tenha alegado que seu ato visava dar visibilidade à **causa dos caminhoneiros**, a forma como ele buscou atenção gerou mais problemas do que soluções. A **farsa do caminhoneiro** no Rodoanel serve como um alerta sobre os limites da manifestação e as graves consequências de ações que desinformam e colocam a segurança pública em risco.
A **polícia civil** investigou o caso a fundo, e a confissão de Dener encerra um capítulo de desinformação que mobilizou recursos e gerou transtornos significativos para milhares de motoristas e para a sociedade como um todo. A **simulação de ataque** demonstra a busca por visibilidade, mas de maneira equivocada e prejudicial.
