Flávio Bolsonaro revela possível motivo para pai tentar violar tornozeleira: ‘Vergonha’ diante de familiares

Flávio Bolsonaro aponta ‘vergonha’ como possível causa para tentativa de violação da tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma nova perspectiva sobre a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Flávio, a ação pode ter sido motivada por um sentimento de vergonha diante de familiares que o visitavam.

A declaração foi feita enquanto o senador participava de uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar. Ele especulou que o incidente com o aparelho de monitoramento pode ter ocorrido em um momento de vulnerabilidade, possivelmente enquanto Bolsonaro recebia parentes vindos de São Paulo.

“Eu fico tentando imaginar por que ele teria feito isso. Pode ter sido algum ato de desespero, talvez por vergonha diante dos familiares”, declarou o senador. Ele também mencionou que irmãos do ex-presidente estavam em Brasília durante o episódio, aumentando a hipótese de um constrangimento público ou familiar.

Prisão preventiva já estava decidida, afirma Flávio Bolsonaro

Apesar da tentativa de danificar o equipamento com um ferro de solda, Flávio Bolsonaro fez questão de ressaltar que a violação da tornozeleira não foi o fator principal para a prisão preventiva de seu pai. Ele afirmou categoricamente que a prisão já estava decidida antes do incidente com o dispositivo.

A informação divulgada pelo senador reforça que a determinação de prisão preventiva partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e já possuía outros fundamentos. A tentativa de rompimento da tornozeleira, portanto, pode ter sido um evento posterior à decisão judicial.

Prazo para explicações e manifestação da PGR

O ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente uma explicação detalhada sobre a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica em um prazo de 24 horas. Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também terá o mesmo período para analisar o caso e se manifestar sobre os acontecimentos.

Este desdobramento adiciona mais um capítulo à complexa situação jurídica do ex-presidente, que segue sob monitoramento rigoroso e com investigações em andamento. A declaração de Flávio Bolsonaro lança luz sobre os possíveis estados emocionais do pai em meio à pressão judicial.

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