Filhos de Jair Bolsonaro defendem o pai após decisão de Alexandre de Moraes sobre tornozeleira eletrônica
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro reagiram com ironia às alegações de que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria tentado fugir ou remover a tornozeleira eletrônica. A determinação de prisão preventiva contra Jair Bolsonaro foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os filhos do ex-presidente estiveram no condomínio do pai, em Brasília, e contestaram a versão apresentada pelo magistrado. Flávio Bolsonaro expressou incredulidade sobre a possibilidade de seu pai ter tentado uma fuga, dada a proximidade dos policiais e a facilidade com que a tornozeleira teria sido trocada.
“Ele estava ali. Logo, rapidamente, chegaram os policiais, bateram na porta dele, viram que ele estava lá em casa, trocam a tornozeleira dele, ele volta a dormir”, afirmou o senador, minimizando a ideia de uma fuga “milagrosa”. Ele também negou que o pai tivesse a intenção de retirar o equipamento de monitoramento, apesar de supostas marcas indicarem o contrário.
Possível “ato de desespero” e “vergonha da família” como justificativa
Flávio Bolsonaro tentou especular sobre os motivos que levariam o pai a um possível ato de desespero, sugerindo que a presença de familiares vindos de outro estado poderia ter sido um fator. “Eu acho que pode ter sido ali algum ato de desespero dele. Não sei, talvez pode ter sentido vergonha perante familiares dele que vieram em São Paulo”, disse o senador.
Contudo, Flávio ressaltou que, em sua opinião, esse fator não foi o decisivo para a decretação da prisão. Ele acredita que a decisão de prender seu pai já estava tomada independentemente desses eventos. Carlos Bolsonaro, por sua vez, argumentou que, se houvesse um plano de fuga, Jair Bolsonaro simplesmente cortaria a tornozeleira eletrônica.
Prisão preventiva e a vigília em frente à casa do ex-presidente
A prisão preventiva de Jair Bolsonaro não está diretamente ligada à condenação por tentativa de golpe de Estado, que resultou em 27 anos de prisão. A nova ordem judicial atendeu a um pedido da Polícia Federal e foi expedida como medida cautelar.
O estopim para a ação teria sido a convocação de uma vigília em frente à residência do ex-presidente pelo senador Flávio Bolsonaro. Essa movimentação levantou preocupações sobre uma possível interferência e obstrução na fiscalização das medidas cautelares e da prisão domiciliar em vigor.
Conforme informação divulgada pela fonte original, a ordem de Moraes contra o líder do PL foi decretada neste sábado, 22 de novembro. A notícia destaca a importância de acompanhar os desdobramentos dessa decisão e as defesas apresentadas pelos familiares de Jair Bolsonaro.
