Hulk detalha a expectativa e a preparação para a final da Sul-Americana, relembrando lições amargas de 2024
Com a experiência de quem já viveu momentos decisivos no futebol, o atacante Hulk compartilhou suas sensações às vésperas da grande final da Copa Sul-Americana. Em conversa com o ex-lateral Fábio Santos, agora comentarista da ESPN, o camisa 7 do Atlético-MG revelou a importância daquela mistura de ansiedade e expectativa que antecede jogos importantes.
“Fábio, você sabe. Se a gente não tiver esse friozinho, essa sensação, esse pouquinho de ansiedade — que é positiva — não faz sentido. É natural que a gente fique ansioso para que chegue logo o dia”, declarou Hulk, demonstrando o lado humano e a paixão pelo esporte.
Ele complementou, explicando que a sensação é de algo gostoso e que precisa estar presente para dar o real significado à competição. “Quando chega o dia, entrou para o aquecimento, focou no jogo. Mas sim, fico naquela expectativa para que chegue logo. Isso é natural, é gostoso esse friozinho. Tem que ter”, disse o jogador.
Aprendizado com a derrota na Libertadores de 2024
Hulk fez uma profunda reflexão sobre a derrota do Atlético-MG para o Botafogo na final da Libertadores de 2024. Ele ressaltou que o time não soube lidar com as circunstâncias adversas, especialmente após a expulsão precoce do jogador Gregore logo no primeiro minuto de partida.
“A gente tem que aprender com os nossos erros. E a gente pagou muito caro no ano passado por tudo que envolvia. A gente ficou pressionado para a final [da Libertadores] porque tínhamos perdido a Copa do Brasil, estávamos em uma situação complicada no Campeonato Brasileiro, bem mais delicada do que a atual”, pontuou o atacante.
O camisa 7 admitiu que a pressão era imensa e que a expulsão logo no início complicou a estratégia da equipe. “De repente, com um minuto de jogo a gente fica com um jogador a mais e a gente não conseguiu ter essa comunicação lá dentro de campo”, lamentou.
A importância da leitura de jogo e a preparação para detalhes
O jogador também abordou as críticas direcionadas ao técnico Diego Milito por possíveis mudanças não realizadas após a vantagem numérica em campo. “Muitos criticando o [Diego] Milito, que poderia mexer em algo quando a gente ficou com um a mais. Enfim, mas acho que para todos os envolvidos ali faltou entender um pouco o que o jogo pedia naquele momento de um jogador a mais”, opinou.
Hulk enfatizou que erros sequenciais no primeiro tempo levaram à derrota, tornando a recuperação em uma final extremamente difícil. “E era erro atrás de erro, a gente acabou tomando dois gols ali no primeiro tempo e acordou tarde. Depois fica difícil para você recuperar, mesmo com um jogador a mais, em uma final”, completou.
Para ele, faltou **leitura de jogo** naquele momento crucial. “A gente aprende com os nossos erros, a gente volta muito mais preparado, muito mais preocupados e sabendo que final se define em detalhes. Precisamos estar concentrados na máxima força e ter atenção em todos os momentos”, ressaltou.
“Pronto, preparado e querendo”: Hulk foca no presente
Questionado sobre a possibilidade de ser titular na final, considerando que tem atuado como reserva em algumas partidas por decisão do técnico Jorge Sampaoli, Hulk demonstrou confiança e comprometimento.
“Como diz o meu amigo Safadão: pronto, preparado e querendo. Vamos na máxima força. Sampa é quem escala, mas está todo mundo preparado e querendo dar o seu melhor amanhã”, afirmou o atacante, citando o cantor Wesley Safadão.
O Atlético-MG se prepara para enfrentar o Lanús neste sábado, em busca de um título inédito da Copa Sul-Americana. A conquista garantirá ao clube uma vaga na Libertadores da América em 2026, aumentando ainda mais a motivação da equipe mineira.
