Jardim Nacional no Conjunto Nacional revive casa de espetáculos do Fasano, pretende honrar a história de Ruggero Fasano e atender demanda por eventos corporativos e sociais em São Paulo
Um espaço icônico da Avenida Paulista que esteve esquecido por anos será reaberto como casa de eventos, com a ambição de resgatar a originalidade projetada para o Conjunto Nacional e prestar homenagem à trajetória do Fasano.
O empreendimento, batizado de Jardim Nacional, é liderado por Fernando Ximenes, Thiago Armentano e Thomaz Rothmann, e tem inauguração marcada para o dia 25 deste mês, data do aniversário de São Paulo, com o primeiro evento previsto para o dia 26 de fevereiro.
Os sócios projetam faturar R$ 20 milhões por ano e esperam retorno do investimento de R$ 22 milhões em dois a três anos, conforme informação divulgada pela coluna.
Resgate histórico e proposta do projeto
O local, que funcionou como confeitaria e casa de espetáculos no Conjunto Nacional desde 1958, estava esquecido por dez anos. A ideia dos investidores é trazer o imóvel de volta à concepção original do arquiteto do Conjunto Nacional, David Libeskind, que desenhou nos anos 1950 um salão de eventos para o espaço.
Sobre o objetivo com a restauração, Fernando Ximenes disse, “A nossa ideia é honrar esse legado. Queremos trazer essa originalidade para o espaço de novo e respeitar a história da arquitetura e a própria história do Ruggero Fasano, que era o avô do Gero.”
Modelo de negócio e metas financeiras
Segundo os sócios, o foco do Jardim Nacional será 100% em locações, com dois espaços que podem operar simultaneamente, um mais ágil na entrada, o Salão Paulista, com capacidade para até 300 pessoas, e um salão superior de 1.000 m2 para eventos mais elaborados.
Os números projetados são objetivos claros do plano, os investidores informaram que projetam faturar R$ 20 milhões por ano e ter retorno com o investimento de R$ 22 milhões no negócio em dois a três anos, e que o foco será alugar os espaços para atender tanto eventos sociais como corporativos.
Tipos de eventos e agenda prevista
O Jardim Nacional pretende receber lançamentos de empresas, lançamentos de produtos, eventos internos, ações com influenciadores, casamentos e festas de 15 anos, buscando suprir demanda que o grupo já observa em outros empreendimentos.
Fernando disse que o grupo já tem uma agenda intensa no Allianz, com cerca de 120 eventos por ano, e que a nova casa quer atender a essa demanda que hoje não conseguem suprir, adicionando opções para toda a cidade de São Paulo.
Posicionamento e curadoria
Os sócios afirmam que pretendem manter o espaço com uso seletivo e preservar o apelo histórico e arquitetônico, evitando transformar o local em boate rotineira. Como explicou Ximenes, “O foco é 100% em locações.”
Eventualmente poderão abrir exceções para eventos culturais ou oportunidades especiais, por exemplo, pocket shows ligados a apresentações no Allianz, mas a gestão pretende priorizar locações de qualidade e manter a exclusividade do Jardim Nacional.
Quem é Fernando Ximenes
Fernando Ximenes, 40 anos, nascido em 1985 em São Paulo, é CEO do Backstage Mirante, que opera camarotes no Allianz Parque, no Morumbi, no Mercado Livre Pacaembu e na Neo Química Arena, e tem experiência em projetos que unem arquitetura, operação e criatividade.
