Jovem de 21 anos condenado a 17 anos por matar padrasto com nove facadas em Joinville após disputa por imóvel no Amapá

Jovem de 21 anos é condenado a mais de 17 anos de prisão por assassinar padrasto em Joinville

Um jovem de 21 anos foi sentenciado a 17 anos e 4 meses de reclusão pela morte de seu padrasto, Railson de Azevedo dos Santos, de 31 anos. O crime, que chocou a cidade de Joinville, em Santa Catarina, ocorreu no dia 3 de fevereiro deste ano, quando a vítima foi atacada com nove facadas enquanto dormia em uma rede.

O Tribunal do Júri, realizado nesta segunda-feira (17), acatou a denúncia do Ministério Público, que enquadrou o caso como homicídio duplamente qualificado. A motivação principal para o ato, segundo as investigações, foi uma acirrada discussão patrimonial relacionada a um imóvel localizado no Amapá, estado de origem tanto do réu quanto da vítima.

A promotora de Justiça Rachel Urquiza Rodrigues de Medeiros ressaltou a importância do veredito, classificando-o como uma resposta firme da Justiça contra crimes cometidos no âmbito familiar. Ela enfatizou a covardia e a brutalidade do ato, motivado por futilidade, e reiterou a intolerância do sistema judiciário com ações que quebram laços de confiança e ceifam vidas de forma cruel, conforme divulgado pela imprensa.

O crime e a descoberta do corpo

O assassinato aconteceu no bairro Espinheiros, em Joinville. A denúncia apresentada pela 22ª Promotoria de Justiça detalha que o enteado desferiu os golpes de faca contra o padrasto enquanto este repousava tranquilamente em uma rede. A Polícia Militar foi acionada por volta das 7h da manhã e, ao chegar à residência na rua Francisco Rodrigues Miranda, encontrou Railson de Azevedo dos Santos já sem vida.

Condenação e cumprimento da pena

Apesar de a defesa ainda poder recorrer da decisão, o jovem de 21 anos **não terá o direito de aguardar o resultado em liberdade**. A determinação do Tribunal do Júri é que o cumprimento da pena se inicie imediatamente, seguindo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a soberania das decisões proferidas pelo júri popular em casos como este.

Motivação patrimonial e qualificadoras do crime

A disputa por um imóvel no Amapá foi apontada como o principal estopim para a tragédia. Essa motivação, considerada fútil pelos investigadores, somada ao fato de a vítima ter sido atacada enquanto dormia, o que dificultou enormemente sua defesa, levaram ao reconhecimento do homicídio duplamente qualificado. A promotoria destacou que a pena serve como um alerta sobre a gravidade de tais crimes.

Repercussão e o contexto familiar

O caso levanta discussões sobre a violência dentro de casa e as consequências de disputas familiares, especialmente quando envolvem bens. A condenação do jovem de 21 anos, que agora cumprirá mais de 17 anos de prisão, reforça a posição da Justiça contra atos de violência extrema e a **quebra de confiança** em relações familiares, culminando em um desfecho trágico para ambas as partes envolvidas.

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