Mãe na Nova Zelândia condenada à prisão perpétua por assassinar filhos e esconder corpos em malas

Mãe é condenada à prisão perpétua por matar os próprios filhos e ocultar os corpos em malas na Nova Zelândia

Um caso chocante abalou a Nova Zelândia, onde Hakyung Lee, de 45 anos, foi sentenciada à prisão perpétua pelo duplo homicídio de seus filhos, Yuna e Minu Jo. Os corpos das crianças, com idades de seis e oito anos, foram descobertos em 2022, quatro anos após o crime, escondidos em malas em um depósito abandonado. A sentença, proferida pela Suprema Corte do país, determina que a ré cumpra um mínimo de 17 anos antes de qualquer possibilidade de liberdade condicional. As informações foram divulgadas pela imprensa local.

A descoberta macabra ocorreu quando um casal arrematou um lote em leilão, que incluía o depósito. Ao inspecionar o local, encontraram as malas com os restos mortais das crianças, o que desencadeou uma investigação que levou à condenação de Hakyung Lee. A mulher, que fugiu da Nova Zelândia após os assassinatos e foi presa na Coreia do Sul, seu país natal, foi extraditada em 2022 para responder pelo crime.

Durante o julgamento, a defesa de Hakyung Lee argumentou que ela estava em estado de insanidade mental, profundamente abalada pelo luto após a morte de seu marido, vítima de câncer, pouco antes dos assassinatos. A tese apresentada foi de que a ré acreditava ser melhor para a família perecer junta. No entanto, a promotoria rebateu, classificando o ato como egoísta e uma tentativa de se livrar do fardo da maternidade.

Versão da defesa e decisão judicial

Os advogados de defesa detalharam que Hakyung Lee teria tentado suicídio e o de seus filhos administrando um antidepressivo misturado com suco. Segundo essa narrativa, ela teria errado a dosagem e, ao acordar, encontraria as crianças já sem vida. A defesa sustentou que a saúde mental da ré deteriorou-se drasticamente com o luto.

Contudo, o juiz Geoffrey Venning, da Suprema Corte da Nova Zelândia, reconheceu que a saúde psicológica da ré teve um papel no caso. Apesar disso, o magistrado considerou as ações de Hakyung Lee como calculadas e impôs a pena máxima. Ele determinou que a ré receba tratamento como “paciente especial” durante o período de reclusão, reconhecendo a complexidade de seu estado mental.

Repercussão e depoimentos emocionados

Familiares expressaram profunda dor com o desdobramento do caso. A mãe de Hakyung Lee e o irmão do falecido marido prestaram depoimentos emocionados, lamentando a perda das crianças e o sofrimento contínuo causado pelas ações da detenta. A condenação de Hakyung Lee à prisão perpétua marca o fim de um longo processo judicial que buscou desvendar as circunstâncias trágicas do duplo homicídio.

A história de Hakyung Lee e o destino de seus filhos, Yuna e Minu Jo, servem como um lembrete sombrio das complexidades da saúde mental e das consequências devastadoras que ela pode acarretar quando não tratada. O caso continua a gerar discussões sobre o sistema judicial e o apoio a indivíduos em situações de luto extremo.

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