Meta assina acordos para 6 GW em usinas nucleares com Oklo, TerraPower e Vistra, garantindo energia para IA e investimento em pequenos reatores

Meta acelera aposta em energia nuclear, acordos com Oklo, TerraPower e Vistra somam 6 GW, meta busca suprir demanda dos data centers de IA e financiar pequenos reatores

A Meta anunciou uma série de acordos que somam 6 GW, suficiente para abastecer cerca de 5 milhões de residências, com empresas do setor nuclear, em uma jogada para garantir energia para seus centros de dados de IA.

Os negócios incluem contratos com a Oklo, a TerraPower, e compras de usinas existentes da Vistra, além de acordo anterior envolvendo a Constellation Energy em Illinois.

A estratégia combina contratos de compra de energia e financiamento antecipado a desenvolvedores de pequenos reatores, porém analistas alertam para riscos regulatórios e de custo.

conforme informação divulgada pela Meta

Detalhes dos acordos e cronograma

A Meta informou que pagaria antecipadamente à Oklo por um desenvolvimento de 1,2 GW e à TerraPower por um projeto de 2,8 GW, além de um acordo separado para 2,1 GW de usinas nucleares existentes de propriedade da Vistra.

A Meta disse que seu acordo com a TerraPower apoiará o desenvolvimento de 690 MW até 2032, e mais 2,1 GW previstos para 2035, e que os acordos, somados, resultam em 6 GW, suficiente para abastecer cerca de 5 milhões de residências, segundo as informações divulgadas.

O acordo com a Oklo ajudará a financiar um terreno de 206 acres (833,6 mil m²) no condado de Pike, nos EUA, onde a startup espera iniciar a construção este ano, com objetivo de entrar em operação até 2030.

Tecnologia, financiamento e suporte a startups

A Meta está recorrendo a tecnologias nucleares emergentes para impulsionar sua expansão em IA, fornecendo garantias e financiamento a startups sem licença e com necessidade de capital, como forma de garantir suprimento energético de longo prazo.

A Oklo usará combustível e desenvolverá um reator que utiliza sódio líquido em vez de água como refrigeração, e a empresa afirmou que o acordo com a Meta foi seu primeiro para a venda de energia.

Riscos regulatórios e críticas do setor

A Oklo ainda não obteve licença da Comissão Reguladora Nuclear, tendo sido rejeitada em 2022, e não reapresentou sua solicitação apesar de ter se comprometido a fazê-lo até o final de 2025.

Especialistas ressaltam que, sem licenciamento e construção concluídos, os acordos permanecem em terreno incerto. Como afirmou Chris Gadomski, chefe de pesquisa nuclear da BloombergNEF, “Há tantos acordos, é tipo ‘que tédio’, O que eles estão comprando é algo no papel ou em um PowerPoint”.

Impacto no mercado e na viabilidade econômica

A Oklo, que tem um valor de mercado de US$ 15 bilhões e laços estreitos com Chris Wright, secretário de energia dos EUA, não relatou receitas e apresentou perdas trimestrais crescentes ao longo de 2025, e “A ação da companhia caiu mais de 40% desde seu recorde em outubro”.

Após o anúncio dos acordos, “As ações da Oklo subiram mais de 17% nas negociações pré-mercado após o anúncio do acordo, enquanto a Vistra valorizou 14%”.

De acordo com a consultoria Wood Mackenzie, “o preço que os pequenos reatores modulares precisariam cobrar para atingir o ponto de equilíbrio será cerca de 44% mais alto do que o gás natural até 2030”. Analistas apontam que grandes empresas dispostas a pagar mais por energia podem viabilizar negócios, mas a economia dos projetos ainda é incerta.

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