Palmeiras se manifesta e recorrerá de decisão judicial que ordena demolição de CT da base
O Palmeiras anunciou que recorrerá da decisão judicial que determinou a demolição das instalações de seu Centro de Treinamento da base, localizado no Parque Ecológico do Tietê. A ação, movida pelo Ministério Público de São Paulo, alega ocupação irregular e uso indevido da área, considerada de preservação permanente.
Apesar da sentença desfavorável, o clube paulista busca reverter o quadro em uma segunda instância. A principal esperança do Palmeiras reside no efeito suspensivo imediato que o recurso por parte do clube gera. Com isso, as obras de demolição ficam paralisadas, e o Palmeiras aguardará o desfecho do processo judicial.
Conforme apuração da reportagem, o argumento central do Palmeiras em sua defesa na segunda instância se baseia nas diversas benfeitorias realizadas em prol do meio ambiente. Essas ações visam demonstrar o compromisso do clube com a sustentabilidade e a recuperação ambiental da região. A informação foi divulgada em parte pelo próprio clube.
Argumentos ambientais como aposta do clube
Um dos pilares da argumentação do Palmeiras envolve a campanha “Por Um Futuro Mais Verde”, que, segundo o Relatório Integrado dos primeiros três anos da gestão da presidente Leila Pereira, beneficiou quase 90 mil pessoas nos últimos três anos. Este relatório foi divulgado em abril deste ano.
Além disso, em 2023, o Palmeiras obteve o “Selo Energia Verde”, tornando-se o primeiro clube de futebol a conquistar tal reconhecimento. O selo foi concedido em função do compromisso da atual gestão em adquirir energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis, reforçando a pauta ambiental.
Ações ambientais no Allianz Parque e no CT
O envolvimento do Palmeiras com a pauta ambiental se estende aos jogos disputados no Allianz Parque. Entre 2022 e 2024, mais de 117 toneladas de resíduos descartados na arena foram processados e reciclados. Essa iniciativa contribui para a geração de empregos e renda, além da preservação do meio ambiente.
A sentença, publicada na última sexta-feira (14), determinou que o Palmeiras cesse a “atividade degradadora do meio ambiente”. O juiz Rafael Roriz ordenou a paralisação imediata de desmatamento, plantio, impermeabilização do solo ou qualquer outra atividade poluidora, proibindo a ocupação da área de várzea e de preservação permanente.
O que a Justiça determinou
O magistrado também condenou o clube e o DAEE (Departamento de Águas e Energias Elétricas) a “providenciar a desimpermeabilização e descompactação do solo na área de várzea e de preservação permanente”. Adicionalmente, foi determinada a demolição das edificações existentes no local e a restauração integral da vegetação, do solo e do corpo d’água em um prazo de 180 dias, sob pena de multa diária.
O Palmeiras agora aguarda o julgamento do recurso para definir o futuro de seu centro de treinamento da base e, consequentemente, a continuidade de suas atividades na área.
