Pastor é condenado por vender falso almoço com Jair Bolsonaro a bolsonaristas
Um pastor evangélico e jornalista foi condenado pela Justiça de São Paulo por aplicar um golpe em bolsonaristas. Fabio Rodrigues Jordão prometeu um evento com a presença de Jair Bolsonaro, incluindo motociata e almoço, mas o evento nunca ocorreu e o dinheiro arrecadado foi embolsado pelo acusado.
A condenação se deu pelo crime de estelionato, após Jordão enganar moradores de Pereira Barreto, no interior paulista, durante as eleições de 2022. Ele se apresentou como organizador de um evento que contaria com a participação do então presidente Jair Bolsonaro, atraindo seguidores e empresas locais.
O caso veio à tona após diversas vítimas denunciarem o golpe. A Justiça de São Paulo, em decisão que cabe recurso, determinou a pena de 1 ano e 9 meses de prisão em regime fechado para o pastor. Conforme informações divulgadas, o acusado agiu com má-fé e intenção de obter vantagem econômica ilícita.
O golpe do falso evento com Bolsonaro
Fabio Rodrigues Jordão, atuando como pastor e jornalista, organizou a venda de ingressos e cotas de patrocínio para um evento que supostamente incluiria uma motociata e um churrasco com a presença de Jair Bolsonaro em Pereira Barreto (SP). A promessa era de que os fundos arrecadados seriam destinados à construção de um hospital na cidade, alegação que a Justiça considerou falsa.
Os ingressos para o evento eram vendidos a preços que variavam de R$ 20 a R$ 500. Empresas locais foram convencidas a adquirir cotas de patrocínio, com valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Para dar credibilidade ao golpe, o pastor chegou a utilizar documentos falsos, alegando ter ligações com a segurança presidencial e a Polícia Federal.
Prejuízos e má-fé comprovada
O promotor Ivo Zambon destacou que Fabio Rodrigues Jordão ficou com todo o dinheiro arrecadado. Proprietários de um restaurante, que prestariam o serviço de churrasco, relataram ter combinado um valor de R$ 50 mil, mas receberam apenas R$ 14 mil. As vítimas do golpe relataram constrangimento e perdas financeiras significativas.
Em sua defesa, Jordão alegou que acreditava na participação de Bolsonaro e que foi informado do cancelamento do evento na véspera. No entanto, o Tribunal de Justiça rejeitou essa versão, considerando a má-fé do acusado desde o início. A relatora Teresa Magalhães enfatizou a intenção de ludibriar participantes e patrocinadores para obter lucro.
Condenação e próximos passos
A Justiça condenou Fabio Rodrigues Jordão a 1 ano e 9 meses de prisão em regime fechado pelo crime de estelionato. A pena foi mantida, e o caso ainda permite recurso. O episódio serve como alerta sobre a importância de verificar a veracidade de eventos e promessas, especialmente quando envolvem figuras públicas e promessas de grande apelo.
