A pitaya, fruta de cores vibrantes e sabor adocicado, tem se tornado uma alternativa promissora para pequenos produtores rurais em regiões como Itatiba e Jundiaí, no interior de São Paulo. O cultivo, que exige cuidados específicos, tem apresentado bons resultados em termos de produtividade, atraindo mais agricultores para o plantio desta espécie.
Apesar do otimismo com o aumento da produção nesta safra, o cenário de colheita também traz desafios. A maior oferta da pitaya nas feiras e mercados tem levado a uma variação nos preços, exigindo dos produtores estratégias para lidar com a flutuação.
A reportagem do g1, exibida em 22/02/2026, detalha como agricultores estão apostando na diversidade e na expansão do cultivo da pitaya, buscando rentabilidade e consolidando a fruta como um novo nicho de mercado no agronegócio paulista.
Em Itatiba, São Paulo, a propriedade de Roberto Ferrari demonstra a aposta na diversidade da pitaya. Ferrari cultiva cerca de 30 variedades distintas da fruta, totalizando 500 pés em sua propriedade. As pitayas vermelhas e brancas são as mais predominantes em sua produção.
Este ano, a colheita da pitaya em sua propriedade teve um atraso de aproximadamente 20 dias. No entanto, Ferrari acredita que esse atraso não impactou negativamente a safra. A expectativa é alcançar uma produção de dez toneladas, um aumento de três toneladas em relação ao ano anterior.
A produtividade média por pé de pitaya branca é de até 20 quilos, um desempenho semelhante ao das variedades vermelhas. Contudo, o **aumento da oferta** da fruta no mercado tem gerado uma consequência direta nos preços. Atualmente, o quilo da pitaya é comercializado entre R$ 8 e R$ 10, um valor que se mostra R$ 2 superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Expansão e Desafios em Jundiaí
Na cidade de Jundiaí, também em São Paulo, a expansão do cultivo da pitaya é notável. A família Rosemberger, que há sete anos possuía mil pés da fruta, hoje conta com aproximadamente 3,5 mil pés plantados. As variedades vermelha e branca são as que mais se destacam na propriedade.
Apesar de um atraso na florada devido às condições climáticas, o produtor Caíque Armagner Rosemberger demonstra otimismo. Ele projeta uma colheita de cerca de 40 toneladas, superando em cinco toneladas a safra anterior. Essa produção é destinada principalmente para a capital paulista e o Rio de Janeiro.
Assim como observado em Itatiba, o **aumento da oferta** em Jundiaí também influenciou os preços. Enquanto na safra anterior o quilo da pitaya era vendido por R$ 5, atualmente o valor de comercialização caiu para R$ 3,50.
O Futuro da Pitaya no Campo
A pitaya, com sua aparência exótica e benefícios nutricionais, continua a atrair novos produtores. A busca por diversificar a produção e encontrar culturas com bom potencial de rentabilidade impulsiona o cultivo da fruta. As pequenas propriedades rurais encontram na pitaya uma **oportunidade de gerar renda**.
O desafio agora reside em equilibrar o **aumento da produção** com a estabilidade dos preços. Estratégias como a agregação de valor, o desenvolvimento de novos produtos derivados da pitaya e a busca por mercados consumidores mais diversificados podem ser fundamentais para garantir a sustentabilidade deste cultivo promissor.