Plataforma CrowdCare traz vaquinha para tratamentos médicos ao Brasil, contribuição mínima R$ 250, regras para quem tem mais de 54 anos e carência

CrowdCare estreia no Brasil com modelo de vaquinha para tratamentos médicos, contribuição mínima de R$ 250, regras de idade, carência e serviços elegíveis, veja como funciona

A CrowdCare, startup americana da área da saúde, está trazendo ao Brasil um modelo de cobertura que reúne contribuições mensais para custear consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos clínicos.

A proposta funciona como uma espécie de vaquinha para tratamentos médicos em que os participantes pagam mensalidades fixas e podem usar os recursos do fundo conforme regras contratuais.

O serviço chega em um momento de aumento das reclamações contra planos de saúde e de filas no sistema público, e apresenta alternativas e limites ao acesso privado tradicional, conforme informação divulgada pela CrowdCare.

Como funciona a vaquinha para tratamentos médicos da CrowdCare

A participação exige o pagamento de uma contribuição mensal, com a contribuição mínima de R$ 250. Os recursos são acumulados em um fundo coletivo, e o valor disponível para cada membro depende do total de adesões e do saldo do fundo.

A empresa explica que, para o modelo funcionar, é necessária a adesão de um determinado número de clientes, pois quanto maior a quantia depositada no fundo, maior o teto de gastos em serviços médicos particulares.

A plataforma prevê carência para alguns casos, como tratamentos de doenças diagnosticadas antes da associação e para custos com pré-natal e parto, conforme previsto no contrato.

Quem pode aderir, preços e regras para faixas etárias

Há restrições importantes de acesso. A empresa não aceita a associação de pessoas com mais de 64 anos, faixa que geralmente demanda mais atendimentos médicos.

Para pessoas de 54 a 64 anos, a associação fica mais cara, o mínimo é de R$ 450 mensais. Serviços médicos de alto custo também exigem pagamento maior, e há procedimentos que não são elegíveis, conforme previsto em contrato.

O que dizem os executivos da CrowdCare

Sobre o posicionamento da empresa, Karina Brito, CEO da CrowdCare no Brasil, afirmou, “A CrowdCare não é um plano de saúde. Os nossos membros são considerados pacientes particulares. A nossa plataforma elimina as barreiras dos convênios”.

Lee Cerasani, fundador e CEO da CrowdCare Américas, comentou os motivos para trazer o modelo ao Brasil, apontando entraves do atual sistema, “como longas filas de espera, desigualdade de acesso entre regiões e falta de profissionais e limitações para quem depende exclusivamente do SUS”.

Vantagens, limites e o que avaliar antes de aderir

A vaquinha para tratamentos médicos pode oferecer acesso mais rápido a consultas e procedimentos, e ser uma alternativa para quem encontra preços proibitivos nos planos individuais, especialmente trabalhadores informais, como observa a empresa.

No entanto, potenciais aderentes devem analisar com atenção as exclusões contratuais, a existência de carência, o teto de cobertura do fundo e as regras para faixas etárias, antes de decidir migrar ou complementar a cobertura do SUS ou de planos privados.

Em suma, a chegada da CrowdCare amplia as alternativas de acesso privado à saúde no Brasil, mas vem com limites e condições que podem reduzir o alcance da vaquinha para tratamentos médicos, especialmente entre pessoas mais velhas ou com histórico prévio de doenças.

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