Prisão de Bolsonaro impulsiona PL a buscar anistia para envolvidos nos atos de 8 de janeiro: Entenda a estratégia

PL foca em anistia após prisão de Bolsonaro e reage a cenário político com ofensiva no Congresso

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reconfigurou as prioridades do Partido Liberal no Congresso Nacional. Em reuniões estratégicas realizadas em Brasília, a cúpula da sigla, incluindo membros da família Bolsonaro, definiu a **aprovação do projeto de anistia** para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 como o principal objetivo.

A avaliação interna é de que o momento atual, marcado pela detenção de Bolsonaro, cria uma janela de oportunidade para pressionar o presidente da Câmara, Arthur Lira, a pautar o texto para votação em plenário. Aliados do ex-presidente argumentam que a prisão gerou um “novo cenário político” que exige uma resposta imediata do Poder Legislativo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), filho do ex-presidente, enfatizou que o partido não abrirá mão da busca pela anistia, descartando negociações sobre a dosimetria das penas, um ponto que vinha sendo articulado pelo relator da matéria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade/SP). Segundo Flávio, o foco é “buscar isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes” e usar “artifícios regimentais para aprovar a anistia”.

Anistia como prioridade única, sem negociação sobre dosimetria

A decisão de priorizar a anistia e rejeitar discussões sobre a dosimetria das penas não é puramente estratégica, segundo integrantes do PL. Eles admitem que a legenda pode não ter votos suficientes para aprovar um perdão amplo, e por isso, estudam apresentar um destaque em plenário que vise livrar Bolsonaro de condenações futuras. A orientação é clara: a **anistia é o único foco**, sem “compromisso nenhum com a dosimetria”.

Reunião com cúpula do PL e família Bolsonaro define novos rumos

A reunião que redirecionou a estratégia contou com a participação de Michelle Bolsonaro, além dos filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, liderou as discussões, que também envolveram deputados e senadores da sigla. O encontro consolidou a união em torno da pauta da anistia.

PL também reforça oposição à indicação de Jorge Messias ao STF

Além da articulação pela anistia, o grupo decidiu intensificar a atuação contra a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Embora a rejeição ao nome do advogado-geral da União já fosse a posição oficial do PL, a questão agora será tratada como uma **prioridade paralela**, demonstrando a força da oposição da sigla a indicações governistas.

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