Reações Fortes à Prisão de Bolsonaro: Aliados Clamando por Injustiça e Abuso em Meio a Onda de Solidariedade e Oração

Aliados de Jair Bolsonaro reagem com veemência à sua prisão preventiva, classificando a medida como injustiça e abuso de poder.

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumprida na manhã deste sábado (22/11), desencadeou uma onda de manifestações de seus aliados políticos. Levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Bolsonaro aguarda audiência de custódia, enquanto figuras proeminentes de seu espectro político expressam indignação e solidariedade.

As reações, divulgadas em mensagens e redes sociais, pintam um quadro de forte contestação à decisão judicial, com muitos classificando o ato como perseguição política e um ataque aos direitos do ex-mandatário.

A solidariedade se manifesta em coro, com apelos por oração e a crença em uma justiça divina superior à humana. A narrativa de perseguição política e arbitrariedade é o fio condutor das declarações, gerando um clima de tensão e mobilização entre os apoiadores de Bolsonaro. Conforme divulgado pelas fontes, a decisão judicial provocou manifestações públicas de aliados políticos.

Críticas contundentes à decisão judicial

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, expressou veementemente sua discordância, afirmando que Bolsonaro “nunca roubou ninguém, diminuiu impostos pra todos os brasileiros e aumentou a arrecadação”. Ele criticou a entrega do comando do país a um “presidente do TSE totalmente tendencioso” e declarou que a prisão é “a maior perseguição política da história do Brasil!”.

A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, manifestou sua fé na “Justiça de Deus”, contrastando-a com a “justiça humana, como temos visto, já não se sustenta”. Ela lembrou o atentado sofrido pelo ex-presidente em 2018, mencionando as sequelas de saúde e declarando seu amor e apoio incondicional, assegurando que não o deixará desistir de seu propósito. Michelle informou estar a caminho de Brasília e pediu orações.

Governadores e Senadores expressam apoio e preocupação

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, considerou a situação “confusa” para observadores externos, questionando a privação de liberdade de Bolsonaro antes de uma condenação e chamando a ação de “mais um golpe contra seus direitos”. Ele ressaltou que Bolsonaro “não roubou um pila da população” e é “o principal nome de oposição, legitimado por metade dos eleitores brasileiros!”.

Romeu Zema, governador de Minas Gerais, declarou que “a injustiça prevaleceu” e que o Brasil testemunhou um ato “arbitrário e vergonhoso”. Ele afirmou que “silenciar opositor não é justiça, é abuso de poder” e que “divergência política não pode ser motivo para prisão”.

O senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, expressou solidariedade a Bolsonaro e seus familiares, destacando o sofrimento e a fragilidade de seu estado de saúde. Ele descreveu a prisão preventiva como “mais uma provação no martírio” e afirmou que “mitos não sucumbem a violências, são eternizados por elas”.

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