Rio Open 2026: João Fonseca busca recuperação em meio a desistências e Andre Agassi na torcida

Rio Open 2026: João Fonseca busca recuperação em meio a desistências e Andre Agassi na torcida

A cidade do Rio de Janeiro se prepara para receber mais uma edição do Rio Open, o principal torneio de tênis da América do Sul. A partir desta segunda-feira, 16 de fevereiro, a chave principal promete agitar o Jockey Club, com a torcida brasileira depositando suas esperanças na recuperação do jovem João Fonseca na temporada. No entanto, a competição já enfrenta o fantasma das desistências, um cenário recorrente para os organizadores.

A expectativa é alta para ver o desempenho de Fonseca, que chega ao torneio buscando reencontrar o caminho das vitórias após um início de 2026 com tropeços. A presença confirmada de Andre Agassi, lenda do tênis mundial, para entregar o troféu ao campeão adiciona um brilho extra à disputa, que segue até o dia 22 de fevereiro.

As dificuldades físicas e as derrotas iniciais na temporada marcaram o começo de 2026 para João Fonseca. Após um 2025 de destaque, o tenista carioca de 19 anos enfrenta desafios para recuperar seu melhor tênis e sua posição no ranking da ATP. Conforme divulgado pela fonte, Fonseca busca se recuperar após acumular duas derrotas neste início de ano, incluindo uma queda precoce no ATP 250 de Buenos Aires, torneio que ele venceu na edição passada.

Fonseca busca reabilitação após lesões e quedas no início da temporada

João Fonseca, que encerrou 2025 na 24ª posição do ranking mundial, iniciou 2026 com problemas físicos que o acompanham desde o final do ano anterior. Uma lombalgia o forçou a encerrar a temporada de 2025 mais cedo, e uma nova lesão nas costas o levou a desistir de torneios preparatórios na Austrália. O próprio tenista explicou a situação: “Eu nasci com algo nas minhas costas, e às vezes fica mais rígido, e sim, já tive uma fratura por estresse há cinco anos, mas é algo que vai estar no meu corpo, então preciso lidar com isso”.

Apesar das dificuldades, Fonseca é o cabeça de chave número 3 do Rio Open. Ele se junta a outros brasileiros na chave principal, como João Lucas Reis, Gustavo Heide e o jovem Guto Miguel. Heide herdou a vaga de Thiago Wild, que se lesionou em Buenos Aires, enquanto Miguel substituiu o francês Gael Monfils, também fora por problemas médicos. Thiago Monteiro e Igor Marcondes, que furaram o qualificatório, também disputam o torneio, com Monteiro enfrentando Fonseca logo na primeira rodada.

Desistências de peso marcam o torneio e o cenário do tênis

O Rio Open 2026 não está imune a desistências de última hora, um cenário que já se repetiu em edições anteriores. O italiano Lorenzo Musetti, originalmente o tenista de maior ranking previsto para jogar na capital carioca, também anunciou sua ausência devido a uma lesão sofrida no Australian Open. Com isso, o argentino Francisco Cerúndolo assume o posto de cabeça de chave número 1.

A lista de desfalques inclui também nomes como o dinamarquês Holger Rune, que desistiu em edições passadas alegando lesões. A possibilidade de mudança da superfície de saibro para quadra dura, cogitada anteriormente para atrair mais jogadores de alto nível, não avançou para esta edição.

Duplas brasileiras em busca de títulos e legado

Nas disputas de duplas, o Brasil tem fortes representantes. Rafael Matos, atual 34º do ranking, busca o tricampeonato ao lado de Orlando Luz. Matos já conquistou o torneio em 2024 e 2025, este último com Marcelo Melo, que agora forma dupla com João Fonseca. A parceria de Matos e Luz já alcançou as quartas de final do Australian Open.

Marcelo Melo, ex-líder do ranking e dono de 40 títulos, incluindo Grand Slams, traz sua vasta experiência para a parceria com Fonseca. A dupla brasileira de maior destaque é composta por Marcel Granollers e Horacio Zeballos, cabeças de chave número 1, que vêm de conquistas importantes em Roland Garros e no US Open.

Expectativa econômica e legado do Rio Open

Os organizadores do Rio Open esperam receber cerca de 70 mil pessoas no Jockey Club, gerando um impacto econômico estimado em R$ 200 milhões para a cidade e criando aproximadamente 5 mil empregos diretos e indiretos. O torneio não apenas movimenta a economia, mas também inspira novas gerações de tenistas e consolida o Rio de Janeiro como um importante palco do esporte mundial.

O histórico do Rio Open conta com campeões renomados como Rafael Nadal, Carlos Alcaraz e o argentino Sebastián Báez, atual bicampeão. A edição de 2025 viu a vitória inédita de uma dupla 100% brasileira nas duplas, com Rafael Matos e Marcelo Melo conquistando o título, em uma partida emocionante que contou com a torcida de João Fonseca.

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