São Paulo de Casares e Crespo: Sem Comando, Sem Time, Sem Rumo Após Goleada Histórica de 6 a 0

A hecatombe no Maracanã escancara a crise no São Paulo, com time sem comando, sem rumo e uma gestão sob forte pressão. O que esperar do futuro?

O São Paulo vive um de seus piores momentos, culminando em uma derrota histórica de 6 a 0 para o Fluminense, comandado pelo ex-técnico Luis Zubeldía. O resultado, acompanhado de gritos de “olés” da torcida adversária, é um reflexo da profunda crise que assola o clube.

A gestão de Julio Casares, em sua reta final, tem sido marcada por discursos promissores, mas pouca entrega prática. Enquanto o time busca reencontrar o caminho, a administração parece perdida em meio a oscilações políticas e vexames recorrentes.

O técnico Hernán Crespo, apático como sua equipe, repete o desempenho de sua primeira passagem, demonstrando dificuldade em lidar com a gigante pressão do clube. Mesmo com uma lista interminável de desfalques, a falta de repertório tático e a tolerância com resultados negativos levantam questionamentos. Conforme divulgado pelas fontes, a situação atual do São Paulo exige uma reflexão profunda sobre os rumos do clube.

Falta de Liderança e Plano de Recuperação Questionáveis

Apesar de ter encerrado um longo jejum de títulos, o presidente Julio Casares enfrenta cobranças sobre a gestão financeira e o planejamento a longo prazo. A promessa de redução de dívidas e o retorno à elite do futebol brasileiro parecem distantes, enquanto o clube acumula resultados insatisf A administração é criticada por não vetar contratações questionáveis e por não cobrar jogadores de alto custo, além de manter executivos e diretores de futebol em seus cargos.

A saúde do departamento médico também é um ponto de grande preocupação, com lesões recorrentes e um número elevado de atletas fora de combate. A falta de transparência e a demora na resolução desses problemas geram descontentamento entre jogadores e torcedores.

Crespo Sobrou, Mas Não Está Imune às Críticas

Hernán Crespo, em sua coletiva após a goleada, admitiu que a diretoria informou sobre a falta de dinheiro para reforços até o fim do ano, exigindo que ele se virasse com o elenco disponível. O argentino também não garantiu sua permanência para 2026, aguardando o cumprimento de promessas de planejamento para o próximo ano, o que sugere uma possível falta de confiança na diretoria.

No entanto, as palavras de Crespo não o isentam de responsabilidade pelo fraco desempenho do São Paulo. Assim como em 2021, quando teve um bom início e depois viu a equipe desandar, o técnico parece repetir um padrão. Sua primeira passagem terminou com eliminações e um modesto 13º lugar no Brasileiro, com 57% de aproveitamento.

O Ciclo de Altos e Baixos de Crespo no Tricolor

Na atual passagem, anunciada em junho deste ano, Crespo iniciou bem, com uma sequência invicta de oito jogos no Brasileirão após uma derrota inicial. Foram seis vitórias e um bom futebol apresentado, que geraram esperança de um ressurgimento. Contudo, as quedas na Copa do Brasil e Libertadores, e o colapso no campeonato nacional, mostraram que a melhora era apenas aparente.

Mesmo com 15 desfalques no jogo contra o Fluminense, a equipe não demonstrou organização tática ou inteligência para lidar com o cenário adverso. Enquanto isso, equipes com orçamentos menores, como o Mirassol, com um técnico sem o mesmo renome, garantem vagas em competições internacionais com campanhas históricas.

Números Revelam a Queda de Desempenho

Os números reforçam a crise. Zubeldía deixou o Fluminense com 64,2% de aproveitamento no Brasileiro, levando o time à quinta posição. Já Crespo, em sua segunda passagem pelo São Paulo, alcançou apenas 45,5% de aproveitamento em 30 jogos, com mais derrotas (13) do que vitórias (12). Seu desempenho é inferior ao de seu antecessor e até mesmo ao de seu próprio primeiro período no clube.

O São Paulo de Casares e Crespo parece ter explodido. Sem comando claro, sem um time coeso e sem um rumo definido, o futuro do Tricolor Paulista é incerto. Resta saber se haverá capacidade para juntar os cacos e iniciar um novo ciclo.

Leia mais

PUBLICIDADE