Guilherme Derrite teme fragmentação da direita paulista para disputa ao Senado em 2026
O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que se apresenta como pré-candidato ao Senado por São Paulo, demonstra nos bastidores uma **preocupação crescente** com o cenário eleitoral de 2026. A sua apreensão reside na **proliferação de pré-candidatos da direita** que disputarão as duas vagas em jogo no estado.
Apesar de figurar bem em pesquisas de intenção de voto, Derrite avalia que a **divisão do eleitorado conservador** pode, paradoxalmente, beneficiar a eleição de um candidato alinhado à esquerda, que já articula nomes fortes para a disputa.
Em contrapartida, o presidente Lula pretende lançar ao menos um nome de peso para o Senado em São Paulo, com as ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) sendo as mais cotadas. Conforme apurado, o nome de Derrite conta com o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscará a reeleição, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. A segunda vaga, segundo acordo entre Tarcísio e Flávio, ficaria com um nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, possivelmente do PL.
Disputa interna no PL e outros nomes da direita
No entanto, o Partido Liberal (PL) possui uma lista considerável de nomes que podem concorrer ao Senado. Entre eles, destacam-se os deputados federais Mário Frias, Gil Diniz e Roseana Valle, esta última com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Outro nome em potencial dentro do PL é o do atual vice-prefeito da capital paulista, o coronel da Polícia Militar Ricardo de Mello Araújo.
Novo também se movimenta no cenário
A fragmentação da direita não se restringe ao PL. Outros partidos conservadores também sinalizam com a intenção de lançar seus próprios candidatos. O partido Novo, por exemplo, já anunciou o deputado Ricardo Salles como seu pré-candidato ao Senado em São Paulo, adicionando mais um nome à lista e **intensificando a preocupação de Derrite** com a dispersão de votos.
O risco da divisão para a centro-esquerda
A estratégia de lançar múltiplos candidatos pela direita em São Paulo pode acabar **diluindo o potencial de votos conservadores**, criando uma oportunidade para que a centro-esquerda consiga eleger um de seus representantes. Essa é a principal tese defendida por Derrite e seus aliados nos bastidores, que veem a **unidade do campo conservador** como crucial para garantir as duas vagas.
Articulação de Lula para as cadeiras senatoriais
Do lado da base governista, a articulação para as eleições de 2026 já está em curso. A intenção do presidente Lula é lançar um candidato forte para o Senado em São Paulo, com nomes como Marina Silva e Simone Tebet sendo ventilados. A disputa promete ser acirrada, com a **polarização ideológica** moldando as estratégias de campanha.
