Vírus Nipah: OMS e Ministério da Saúde descartam risco de pandemia no Brasil após surto na Índia

Entenda o que é o vírus Nipah e por que ele não representa ameaça para o Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde brasileiro tranquilizaram a população quanto ao risco de uma pandemia causada pelo vírus Nipah. Apesar de um recente surto registrado na Índia, as autoridades afirmam que a probabilidade de disseminação da doença no Brasil é considerada baixa.

O surto na Índia, que envolveu dois profissionais de saúde como casos confirmados, não apresentou indicativos de transmissão interna ou qualquer risco para os brasileiros. A rápida ação de monitoramento e testagem de 198 contatos próximos dos infectados, que resultaram negativos, reforça a contenção do evento.

O Ministério da Saúde do Brasil, em colaboração com instituições renomadas como o Instituto Evandro Chagas e a Fiocruz, e com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), mantém diretrizes técnicas rigorosas para a vigilância e resposta a patógenos de alta periculosidade.

O que se sabe sobre o vírus Nipah?

O vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, e desde então os surtos têm se concentrado em países do Sudeste Asiático. Essas regiões possuem protocolos de emergência bem estabelecidos para detecção e controle rápidos da doença, com acompanhamento constante da OMS.

A principal via de transmissão do Nipah está associada a morcegos frugívoros, uma espécie que não existe no Brasil. A infecção pode ocorrer pelo consumo de alimentos contaminados ou, de forma mais rara, pelo contato direto com pessoas infectadas ou superfícies contaminadas.

Sintomas e gravidade do Nipah

Os sintomas iniciais da infecção pelo vírus Nipah incluem febre, dores de cabeça e musculares, vômitos, dor de garganta, tontura, sonolência e alterações na consciência. Em casos mais graves, podem surgir sinais neurológicos, pneumonia atípica e dificuldades respiratórias severas, como a síndrome do desconforto respiratório agudo.

A encefalite, uma inflamação do cérebro, e convulsões são manifestações em quadros graves, podendo evoluir para coma em um período de 24 a 48 horas. A doença pode levar à morte devido a sequelas neurológicas graves. É importante ressaltar que não há medicamento ou vacina disponível para o tratamento do Nipah.

Vigilância constante no Brasil

Apesar do baixo risco, o Ministério da Saúde brasileiro mantém um sistema de vigilância ativa e preparado para responder a emergências sanitárias. A articulação com centros de referência e organizações internacionais garante que o país esteja apto a identificar e conter rapidamente qualquer ameaça à saúde pública.

As ações de monitoramento e a cooperação internacional são fundamentais para garantir a segurança sanitária do Brasil diante de doenças emergentes e reemergentes, como o vírus Nipah, assegurando a proteção da população.

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