Trump articula investimentos de petroleiras americanas na Venezuela, promete US$ 100 bilhões e busca atrair 14 empresas antes de receber María Corina Machado

O presidente dos Estados Unidos tem articulado a volta de capitais ao setor energético venezuelano, com a promessa de atrair grandes petroleiras americanas para o país.

A expectativa aberta por essas declarações reacende esperanças entre profissionais e moradores que viviam da indústria do petróleo na Venezuela, depois de anos de queda na produção.

As informações e as falas citadas a seguir foram publicadas pelo The New York Times, conforme informação publicada pelo The New York Times.

O anúncio de Trump e as cifras prometidas

Segundo a reportagem, Donald Trump disse que são esperadas “14 empresas e as pessoas mais importantes do setor petrolífero mundial”, e garantiu que essas empresas iriam “gastar pelo menos US$ 100 bilhões” na Venezuela.

O anúncio, se concretizado, representaria um retorno em grande escala de investimentos, com impacto direto em infraestrutura e produção, após décadas de saída de empresas internacionais do país.

Reações e esperanças da população venezuelana

A expectativa já se reflete em relatos de venezuelanos formados na área, que viram a indústria encolher nas últimas décadas. Vanessa, engenheira química, recorda, “Eu me formei em 2000. Era outra época. Naquele tempo, o sonho americano era cursar algo que levasse à indústria do petróleo. Isso garantia estabilidade: casa, carro, uma vida resolvida”.

Outra profissional, Andrea, descreve a necessidade de retomar conhecimentos técnicos, “É preciso tirar o pó dos cadernos e dos conhecimentos. Eu me formei em 2019 e nunca pude exercer a profissão. Trabalhei em vendas e marketing, enfim, nada a ver com a área.”

Cautela das empresas e impacto nos preços

Apesar das promessas, fontes apontam que companhias americanas costumam ser cautelosas quando avaliam riscos políticos, jurídicos e operacionais em áreas com histórico de instabilidade.

Donald Trump não esconde que gostaria que o barril de petróleo bruto voltasse a custar cerca de US$ 50, contra os atuais US$ 60, um dado que indica também um gesto em direção aos consumidores americanos, porque um barril mais barato tende a reduzir o preço da gasolina nas bombas dos Estados Unidos.

O que vem a seguir

Se os planos de investimento avançarem, a Venezuela pode ver retorno de engenharia, emprego e receitas, porém o calendário e o tamanho desses aportes dependem de negociações complexas entre governos e empresas.

Enquanto isso, a população observa com otimismo cauteloso, e o mercado monitora sinais concretos de contratos e garantias que transformem promessas em investimentos reais.

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