Ancelotti tem pouco tempo e prioriza a forma física na convocação do Brasil para a Copa 2026, com amistosos de março servindo como última vitrine para jogadores em disputa
O técnico Carlo Ancelotti acelera a montagem do grupo que representará o Brasil na Copa 2026, faltando menos de seis meses para o início da competição na América do Norte.
O processo combina atletas remanescentes do ciclo anterior e jogadores que ainda buscam se firmar, e o treinador adota um modelo em que o momento pesa mais do que o nome.
Na prática, o Brasil segue testando opções e ajustando prioridades, com os amistosos de março apontados como prova final para quem disputa vagas, conforme informação divulgada por São Paulo.
Cenário atual e números que pesam
Ancelotti, que assumiu em maio de 2025, “ele fechou o ano com oito jogos, quatro pelas Eliminatórias e quatro amistosos.” Nesse período, “convocou 48 atletas e só não utilizou seis deles: Antony, Ederson, João Gomes, John, Léo Ortiz e Luciano Juba.”
Desses testes, “Bruno Guimarães foi o mais constante, com presença em todos os jogos. Casemiro e Estêvão perderam apenas um dos oito compromissos.” O técnico ainda não repetiu uma escalação, e “o italiano não repetiu nenhuma vez sua escalação e obteve 58,3% de aproveitamento, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas. Foram 14 gols marcados e cinco sofridos.”
Quem já tem lugar praticamente assegurado
Segundo o próprio treinador, há um grupo de 18 nomes que ele considera praticamente garantidos para a convocação do Brasil para a Copa 2026, embora a lista ainda não tenha sido divulgada oficialmente.
Na frente de ataque, seis jogadores já aparecem como referências de confiança para Ancelotti, são eles: Vinicius Junior, Rodrygo, Estêvão, Raphinha, Gabriel Martinelli e Matheus Cunha, o que reduz o espaço para novas confirmações na mesma posição.
O caso Neymar e a condição física como critério
O nome que mais gera debate é Neymar, atualmente em recuperação, pois “Neymar está em recuperação de uma cirurgia de correção no menisco do joelho esquerdo, realizada em 22 de dezembro, em Belo Horizonte.”
A avaliação médica é clara, “A previsão é que ele leve um mês para se recuperar e tenha condição de entrar em campo a partir de fevereiro.” Ancelotti tem sido enfático, afirmando que só jogadores em plena condição física farão parte do elenco.
No fim do ano, “No último dia do ano, o Santos anunciou a renovação do contrato do jogador até o final de 2026,” uma decisão que facilita a logística do atleta enquanto busca jogo e ritmo para convencer a comissão técnica.
O que muda até a convocação final
Com oito vagas em aberto, a disputa envolve todas as posições, e o calendário exige escolhas rápidas, pois há risco de lesões e poucos meses para compor o grupo.
Antes da lista final, o Brasil fará dois amistosos, “contra França e Croácia, respectivamente, em 26 e 31 de março.” Esses jogos serão usados por Ancelotti para avaliar a capacidade de resistência, entrosamento e a forma física de jogadores no limite entre convocação e corte.
Para Ancelotti, a convocação do Brasil para a Copa 2026 será guiada pela forma física e pelo momento de cada atleta, e os amistosos de março prometem definir os últimos detalhes do elenco.