Assessor de Vinicius Carvalho e Grupo Ligado a Marília são Presos em Recife por Lavagem de Dinheiro de R$ 2,7 Milhões

PF desarticula esquema de lavagem de dinheiro com R$ 2,7 milhões em espécie, envolvendo assessor de Vinicius Carvalho e grupo ligado a Marília.

Quatro pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Federal em Recife, Pernambuco, sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro. O grupo, que inclui ex-assessores parlamentares e um comerciante com ligações em Marília e Vera Cruz, foi detido logo após um saque expressivo.

A operação ocorreu na sexta-feira (20), culminando na prisão dos suspeitos após a retirada de R$ 2,733 milhões em espécie de uma agência bancária. A investigação aponta que um dos presos realizou o saque e pretendia repassar o valor aos demais, que chegaram à cidade em um jato particular.

As investigações da Polícia Federal seguem para determinar a origem exata dos fundos e identificar possíveis outros crimes associados. As informações foram divulgadas pela Polícia Federal, que conduz as apurações sobre o caso de lavagem de dinheiro.

Ex-assessores e comerciante detidos em flagrante

Entre os presos está Fernando José Palma Sampaio, morador de Vera Cruz e na época assessor do deputado federal Vinicius Carvalho (PL). Ele foi um dos detidos pela PF em Recife durante a ação contra lavagem de dinheiro.

Também foi detido Tales Mariano Carvalho da Silva, ex-assessor da vereadora Vania Ramos (Republicanos). Ele havia deixado o cargo no início de março, conforme informado pela assessoria da parlamentar. A prisão de Tales gerou reação.

Tiago Galve dos Santos, comerciante com fortes vínculos em Marília, e o empresário Luiz Henrique de Albuquerque Bueno completam a lista dos quatro presos. O grupo foi autuado em flagrante por lavagem de capitais.

Posicionamento de autoridades e defesa dos presos

A vereadora Vania Ramos declarou, em nota oficial, que foi surpreendida com a notícia da prisão de seu ex-assessor. Ela afirmou que não tinha conhecimento prévio dos fatos e que não havia indícios que levantassem suspeitas durante o período em que ele trabalhou em sua equipe.

A parlamentar reiterou seu compromisso com a transparência e colocou-se à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários. Ela enfatizou que o ex-assessor não faz mais parte de sua assessoria.

Por sua vez, o deputado federal Vinicius Carvalho repudiou veementemente qualquer tentativa de vincular seu nome ao caso. Sua assessoria informou que não há elementos que indiquem o envolvimento do parlamentar, de acordo com manifestações nos autos do processo.

Como medida administrativa, o deputado determinou a exoneração imediata do assessor envolvido. A assessoria reforça que a investigação se concentra nos indivíduos presos e nas movimentações financeiras suspeitas.

Defesa aponta ausência de indícios e liberação

O advogado Jader Gaudêncio Filho, que representa três dos investigados, declarou que a prisão se refere a uma “relação privada de negócios”, sem qualquer conexão com atividades públicas ou políticas. Ele defende a inocência de seus clientes.

Segundo o defensor, a Justiça não converteu a prisão em flagrante para preventiva, determinando a liberação dos envolvidos. Gaudêncio Filho argumenta que houve ausência de indícios suficientes para a manutenção da custódia e que nenhum dos assessores estava na posse direta do dinheiro apreendido.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Luiz Henrique de Albuquerque Bueno até o momento. O espaço permanece aberto para manifestação, caso a defesa se manifeste sobre o caso de lavagem de dinheiro.

A operação da Polícia Federal em Recife evidencia a atuação contínua contra crimes financeiros e a lavagem de dinheiro no país. As investigações prosseguem para esclarecer todos os detalhes do esquema.

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