Ataque dos EUA à Venezuela, o que muda no futebol, Libertadores e Conmebol, segurança de clubes e possibilidade de jogos em campo neutro

Em meio ao ataque dos EUA à Venezuela, o futebol doméstico segue por ora sem interrupções, mas Conmebol e clubes avaliam segurança, logística e alternativas para enfrentar possíveis restrições

O impacto imediato do ataque dos EUA à Venezuela sobre o futebol, por enquanto, é nulo. As partidas e competições locais continuam agendadas, e não há sinal, até o momento, de boicote internacional que impeça confrontos.

Autoridades do futebol e confederações observam os desdobramentos, sobretudo a questão da segurança para delegações visitantes, e estudam alternativas logísticas caso o quadro mude.

Conforme informação divulgada pela fonte original.

Por que a FIFA não deve punir os EUA

O cenário difere do caso da Rússia em 2022, quando países se recusaram a enfrentar seleções e clubes russos, e houve fechamento de espaço aéreo, o que isolou o país do Ocidente. Naquela ocasião, a exclusão russa aconteceu porque a logística e a vontade de adversários inviabilizaram os jogos.

No episódio atual, não houve adesão ampla a um boicote, e portanto não há, até agora, motivo prático para que a FIFA tome medidas parecidas contra os Estados Unidos.

Situação dos campeonatos e clubes venezuelanos

No interior da Venezuela, tudo segue normalmente. Segundo a fonte recebida, “o ataque dos EUA à Venezuela, que resultou na deposição do ditador Nicolás Maduro,” não alterou, por ora, a rotina esportiva.

O texto também informa que “o campeonato nacional está marcado para começar no dia 29 de janeiro.” Caso a situação de segurança interna se deteriore, federações e clubes terão de adaptar calendários e deslocamentos.

Libertadores, datas e alternativas da Conmebol

Um ponto prático imediato é a participação dos clubes venezuelanos nas competições continentais. “A Libertadores começa, em sua fase pré, no dia 3 de fevereiro, com jogos de ida e volta entre o Deportivo Táchira, da Venezuela, e o Strongest, da Bolívia.”

Hoje não há condições claras de segurança para visitantes atuarem na Venezuela, segundo a mesma fonte, porém essa avaliação pode mudar até o início da competição. Se não houver segurança ou condições de deslocamento, a Conmebol deve tentar realizar os duelos em campo neutro, em países como Colômbia, Peru, ou Equador.

A exclusão de clubes venezuelanos seria uma medida drástica, só adotada caso a possibilidade de deslocamento, por exemplo por fechamento de aeroportos no país, torne-se impossível.

O que acompanhar nas próximas semanas

Os principais pontos a vigiar são decisões das autoridades esportivas venezuelanas, comunicados da Conmebol e de federações visitantes, e restrições de voos ou segurança que afetem deslocamentos. Se medidas práticas surgirem, o futebol se adapta por meio de transferências de partidas para locais neutros ou ajustes de calendário.

Em resumo, o ataque dos EUA à Venezuela ainda não teve impacto efetivo no calendário e na participação de clubes venezuelanos, mas a situação é dinâmica, e a comunidade do futebol seguirá monitorando os desdobramentos.

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