A B3 vai ampliar o horário de negociação de contratos futuros de ouro e dos criptoativos Bitcoin, Ethereum e Solana, oferecendo mais tempo para quem opera esses mercados, especialmente em momentos de alta volatilidade.
A mudança será gradual, em duas etapas, e visa dar aos investidores maior flexibilidade para negociar fora do horário comercial tradicional, preservando regras e governança.
Os detalhes e as datas do cronograma foram divulgados pela própria B3, conforme informação divulgada pela B3.
Como será a mudança de horários
Hoje, as negociações desses produtos ocorrem no horário normal do pregão, das 10h às 18h. A primeira etapa começa em 9 de março, quando os contratos passarão a ser negociados das 8h às 18h30.
Na segunda fase, com início em 20 de abril, as negociações serão estendidas até as 20h, consolidando um período de 12 horas diárias de mercado aberto, de segunda a sexta-feira, incluindo as operações de rolagem desses contratos.
Impacto para investidores e mercado
A ampliação do horário pretende atender demanda por maior flexibilidade, em especial diante da intensa procura por ouro em 2025, ativo que mais se valorizou neste ano, com alta de 65%.
Com janelas mais longas, investidores terão mais oportunidades para ajustar posições, reagir a notícias internacionais e buscar proteção em ativos como o ouro, que atuou como porto seguro em meio a instabilidades nos Estados Unidos.
Detalhes operacionais e produtos relacionados
Além da extensão do horário para contratos futuros, a B3 informou que a janela de alocação de derivativos financeiros será atualizada para as 20h30 para todos os contratos derivativos da bolsa, a partir da segunda fase.
As criptomoedas também são negociadas na B3 por meio de ETFs, cujas negociações permanecerão no horário normal do pregão, conforme esclarecimento da operadora.
Justificativa institucional
Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, disse, em nota, “Nosso objetivo é democratizar o acesso a esses ativos, garantindo que o investidor conte com a proteção de regras claras, contraparte nas operações e governança de alto nível“.
Segundo a B3, a decisão responde a uma demanda de investidores que necessitam de mais flexibilidade para negociar fora do horário comercial tradicional, preservando mecanismos de transparência e mitigação de riscos.