Botafogo aciona Justiça contra Lyon: SAF exige R$ 711 milhões por dívida milionária e juros de empréstimo

SAF do Botafogo entra com processo bilionário contra o Lyon por dívida

A SAF do Botafogo moveu ações judiciais contra o clube francês Lyon, alegando uma dívida milionária que ultrapassa os R$ 711 milhões. O valor envolve um empréstimo concedido pela equipe brasileira para viabilizar operações do clube francês, que faz parte da rede multiclubes da Eagle Football Holdings.

Segundo informações obtidas, o montante foi destinado a cobrir dificuldades financeiras enfrentadas pelo Lyon, que chegou a sofrer sanções relacionadas ao fair play financeiro em seu país. O dinheiro foi transferido através de um sistema de caixa único do grupo, mecanismo utilizado para movimentar recursos entre os clubes vinculados.

O processo detalha que o Lyon se comprometeu a quitar o valor emprestado, além de juros equivalentes a cerca de 45,83 milhões de euros. No entanto, a SAF botafoguense afirma que os pagamentos não foram realizados até o momento, levando à formalização das cobranças em duas frentes judiciais distintas.

Entenda o funcionamento do caixa único do grupo Eagle

Conforme detalhado na ação judicial, o Grupo Eagle mantinha um sistema de caixa-única (cash pooling) que nutria todos os clubes integrantes de sua rede. Esse modelo, segundo a defesa do Botafogo, visava beneficiar a todos os clubes de forma colaborativa e integrada, incluindo a transferência de jogadores, seja de forma definitiva ou via empréstimo. Era uma via de mão dupla, justamente em decorrência da constante transferência de jogadores entre os clubes.

Valores cobrados e pedidos judiciais

A primeira ação judicial, registrada em 3 de abril, solicita o pagamento de R$ 137.899.307,00. Já a segunda, protocolada no dia seguinte, pede a quantia de R$ 573.164.147,10. Somados, os valores chegam a mais de R$ 711 milhões.

Nos pedidos, o Botafogo requer que o Lyon seja citado por meio de sua subsidiária no Brasil, a OL Brasil Ltda., com sede no Rio de Janeiro. O clube brasileiro exige que a empresa tenha um prazo de três dias úteis para quitar os débitos.

Contexto das operações e mudança de gestão no Lyon

As operações em questão ocorreram durante o período em que John Textor ainda exercia comando sobre o clube francês. Atualmente, o Lyon está sob gestão da empresária Michele Kang, após mudanças no controle da Eagle Football Holdings. Textor, por sua vez, também conduz disputas judiciais relacionadas ao grupo empresarial.

A defesa do Botafogo argumenta na ação que, até o momento, o Lyon não honrou com o compromisso assumido, beneficiou-se exclusivamente do empréstimo contraído pela SAF Botafogo e não arcou com os valores devidos a título de juros, sem apresentar qualquer justificativa plausível para tal inadimplência.

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