As ruas de Caracas aparecem com pouco movimento, com poucos carros e comércios registrando filas, e moradores relatam sensação de paralisia diante dos recentes ataques, segundo relatos locais.
Em vários bairros, a população evita sair, as comunicações estão prejudicadas em algumas áreas e há relatos de falta de energia elétrica, deixando muita gente sem contato direto com parentes.
Os relatos foram coletados de venezuelanos que descreveram casas destruídas e o temor de novas operações militares, conforme informação divulgada pelo UOL.
Cenário nas ruas e no comércio
Em Caracas a circulação de veículos está reduzida, e moradores dizem que há pouco tráfego. Uma venezuelana ouvida pela reportagem contou, “Percebi que há pouco tráfego”, e acrescentou, “Quase todo mundo está resguardado, meu filho ia para a universidade, mas adiaram, Não estamos em uma situação normal para nada”, conforme informação divulgada pelo UOL.
Comércios abrem, mas com filas e menos movimento do que o habitual, enquanto muitos preferem permanecer em casa, por medo de novos ataques ou de represálias.
Casas atingidas e relatos de moradores
Vizinhos registraram danos em moradias, e a família de uma venezuelana mostrou imagens de uma casa reduzida a escombros. “A casa da mãe dela, uma idosa de 78 anos, ficou completamente destruída”, diz o relato coletado, e a estrutura das paredes e todas as janelas foram danificadas.
A mulher contou que a mãe está temporariamente morando a cerca de 300 metros, e que “Ela estava dormindo quando a casa foi atingida”, e que, apesar do susto grande, “Graças a Deus ela e meus tios estão bem”, conforme informação divulgada pelo UOL.
Medo, silêncio e policiamento
Mesmo em localidades críticas ao governo, moradores preferem silêncio, por receio de possíveis represálias, já que, segundo relatos, pessoas ligadas ao governo permanecem no país.
“Pela primeira vez, vivemos algo que não é uma história, É real”, afirma a venezuelana sobre o ataque dos EUA, e ela descreve um sentimento misto, “As pessoas estão nervosas e ansiosas, mas ao mesmo tempo felizes”, conforme informação divulgada pelo UOL.
O temor em relação à Polícia Nacional também é citado, com relatos de aumento do policiamento com agentes encapuzados. A venezuelana contou que um dos filhos, em um trajeto de uma hora e 30 minutos, chegou a ser abordado 10 vezes por agentes, e resumiu, “Vivo assustada porque não sei quando isso vai acabar”, conforme informação divulgada pelo UOL.
Comunicação, energia e economia local
Explosões deixaram bairros sem energia e sem sinal de celular em algumas regiões, o que dificulta a comunicação, e ligações só são possíveis por aplicativos quando há conexão. “Muitas casas estão sem luz, a melhor amiga da minha mãe está sem luz até agora”, relata a fonte ouvida pela reportagem.
Sobre a economia, moradores dizem que o setor petroleiro tem declinado, e que parte do comércio local, que cresceu nos últimos anos, ajudou a manter empregos em áreas não estatais. A venezuelana explicou que um filho trabalha em uma farmacêutica e outro em uma empresa que fornece alimentos, e avaliou que a situação econômica melhorou em relação ao período entre 2016 e 2020, apesar das dificuldades.
O clima em Caracas é de expectativa e cautela, com moradores divididos entre a esperança por mudanças e o medo de represálias, conforme informação divulgada pelo UOL.