Celso Amorim, assessor de Lula, alerta para o pior em guerra no Oriente Médio e pede cautela global

Guerra no Oriente Médio: Assessoria de Lula sugere que Brasil se prepare para o pior cenário e critica ataques militares

A tensão no Oriente Médio atingiu níveis alarmantes, e o governo brasileiro já acendeu o sinal vermelho diante da escalada de conflitos. O assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, fez um alerta sobre o avanço da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Sem rodeios, o diplomata descreveu o cenário global como crítico e ressaltou que o Brasil acompanha a situação com extrema cautela. Em entrevista à GloboNews, Amorim não escondeu a gravidade da crise e condenou veementemente os recentes ataques militares na região.

“Ninguém é juiz do mundo”, disparou o embaixador, ao abordar a questão. Para ele, o assassinato de autoridades em exercício é uma linha perigosa que não deveria ser cruzada por potências estrangeiras. Conforme informação divulgada pela GloboNews, Amorim sentenciou: “Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”.

O que seria o “pior” cenário, segundo Celso Amorim?

Questionado sobre a natureza desse “pior” cenário, Celso Amorim explicou que o grande temor do governo brasileiro é o **alastramento incontrolável da guerra** por toda a região. Ele lembrou que o Irã possui um longo histórico de fornecimento de armamentos para grupos xiitas e facções radicais em países vizinhos, o que transforma o Oriente Médio em um verdadeiro barril de pólvora.

Ameaça à paz mundial

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil já havia emitido comunicados no último sábado, 28 de fevereiro, alertando que a escalada bélica representa uma **ameaça direta à paz mundial**. A postura do governo brasileiro reflete a preocupação com a instabilidade crescente na região e suas possíveis repercussões globais.

Críticas a ações militares unilaterais

Celso Amorim também criticou a abordagem de ações militares unilaterais, classificando-as como inaceitáveis. A declaração reforça a posição do Brasil em defesa da diplomacia e da resolução pacífica de conflitos, buscando evitar que a guerra se intensifique e afete ainda mais a estabilidade global. A orientação é para que o país se mantenha vigilante e preparado para as consequências de um conflito em expansão.

Leia mais

PUBLICIDADE