CEO da Radix: Empresas Devem Formar Mão de Obra Qualificada, Sem Reclamar da Falta no Mercado Brasileiro
A escassez de mão de obra qualificada, especialmente em tecnologia, é um desafio recorrente para o empresariado brasileiro. Em um cenário de aquecimento do mercado, a solução apontada por João Carlos Chachamovitz, CEO e cofundador da Radix, empresa especializada em digitalização e inteligência artificial, é o investimento em capacitação interna.
Chachamovitz argumenta que, em vez de esperar por profissionais prontos ou lamentar a falta de talentos, as empresas precisam assumir um papel ativo na formação. Isso significa priorizar o desenvolvimento de habilidades comportamentais, que são mais difíceis de treinar, em detrimento da formação técnica, que pode ser adquirida internamente.
A Radix, que atende quase metade de seus clientes no exterior com uma equipe majoritariamente brasileira, exemplifica essa filosofia. A empresa busca colaboradores com potencial de aprendizado contínuo e adaptabilidade, reconhecendo que a constante evolução tecnológica exige profissionais versáteis e proativos. Conforme informação divulgada pelo g1, o executivo defende que, em tempos de transformação, as empresas têm que assumir o papel formador.
Habilidades Comportamentais: O Diferencial na Era da IA
Para o CEO da Radix, as habilidades comportamentais são cruciais para o profissional do futuro. Embora a base técnica seja indispensável, o interesse em aprendizado contínuo, pensamento crítico, comunicação eficaz e colaboração são os diferenciais que impulsionam o sucesso em um mercado dinâmico.
Chachamovitz destaca que, mesmo com o avanço da inteligência artificial, o profissional de tecnologia precisa ir além do conhecimento técnico. É fundamental saber dialogar, estruturar projetos e pensar de forma criativa. A Radix, por exemplo, oferece até cursos de filosofia para incentivar o pensamento fora da caixa, preparando seus colaboradores para um futuro incerto.
Radix: Formando Talentos e Competindo Globalmente
Embora a Radix, ocasionalmente, precise contratar profissionais com experiência de mercado, o foco principal é o desenvolvimento interno. A empresa reconhece a dificuldade em encontrar talentos que combinem experiência sólida com o perfil empreendedor desejado. Com cerca de 40% de seu negócio no exterior, a Radix demonstra que é possível competir globalmente com mão de obra brasileira qualificada.
O perfil multidisciplinar e a adaptabilidade do profissional brasileiro são vistos como vantagens competitivas. A capacidade de trabalhar em diversas áreas e a disposição para colaborar em equipes multiculturais são pontos fortes que a Radix explora para criar soluções inovadoras e de ponta. A empresa busca ser contratada pela qualidade de sua tecnologia, e não apenas pelo custo.
O Protagonismo do Profissional na Transformação Digital
A era das novas tecnologias exige que o profissional seja protagonista do seu próprio desenvolvimento. A capacidade de aprender, adaptar-se e aplicar conhecimentos em novos contextos é mais valorizada do que nunca. Projetos de IA e transformação digital frequentemente fracassam por não demonstrarem claramente seu valor e impacto.
Chachamovitz enfatiza que esperar as coisas acontecerem não é mais uma opção. A indústria demanda profissionais que tomem a iniciativa, compreendam as necessidades do negócio e apresentem soluções eficazes. A mentalidade de aprendizado contínuo e a proatividade são essenciais para navegar nas constantes mudanças do cenário tecnológico.