Combo de Plásticas: Empresária morre após 3 cirurgias em SP, entenda os RISCOS ocultos desse procedimento combinado

O perigo do ‘combo de plásticas’: o que dizem os especialistas sobre riscos de múltiplas cirurgias combinadas

A trágica morte da empresária Bianca Naufel Saliba, de 43 anos, após realizar três cirurgias estéticas em um único procedimento em São Paulo, reacende o debate sobre os riscos associados à combinação de procedimentos cirúrgicos. Embora a prática seja relativamente comum, especialistas alertam que a complexidade e o tempo envolvido podem elevar significativamente os perigos para a saúde.

A união de diversas intervenções cirúrgicas em uma única sessão, conhecida popularmente como ‘combo de plásticas’, exige uma análise criteriosa dos benefícios e dos riscos inerentes. A avaliação médica rigorosa e a experiência da equipe cirúrgica são fatores cruciais para minimizar as chances de complicações.

A decisão de realizar múltiplas cirurgias estéticas em conjunto deve ser ponderada com atenção, considerando a saúde geral do paciente e a complexidade dos procedimentos. Entender os riscos associados é o primeiro passo para uma escolha mais segura. Conforme informação divulgada por especialistas da área médica, a prática, embora comum, envolve riscos que aumentam conforme a complexidade do caso.

A complexidade anestésica e cirúrgica em procedimentos combinados

A cirurgiã plástica Martha Katayama, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que associar múltiplas intervenções aumenta a complexidade tanto cirúrgica quanto anestésica. Isso se deve a diversos fatores que impactam o organismo do paciente.

Um dos principais pontos é o aumento do tempo operatório. Procedimentos mais longos submetem o corpo a um estresse maior, elevando a resposta inflamatória e exigindo um período de recuperação mais delicado e cuidadoso.

Além disso, o maior trauma no organismo resultante de várias incisões e manipulações cirúrgicas pode sobrecarregar o sistema imunológico e fisiológico do paciente, tornando o processo de cicatrização e a recuperação geral mais desafiadores.

Tempo cirúrgico: um fator de risco a ser monitorado

O tempo total de uma cirurgia é um dos principais fatores de risco em qualquer procedimento, e isso se intensifica quando várias intervenções são combinadas. Embora não exista um limite único e universalmente aceito como seguro, procedimentos que se estendem por muitas horas tendem a aumentar a probabilidade de complicações.

Martha Katayama ressalta que ‘quanto maior o tempo cirúrgico, maior tende a ser o risco’. Ela aponta que uma cirurgia com duração aproximada de 10 horas, por exemplo, ‘merece atenção especial’ e só deve ser realizada sob indicações médicas muito precisas e com todo o suporte necessário para garantir a segurança do paciente.

Avaliação individual e suporte adequado são essenciais

A decisão de realizar um ‘combo de plásticas’ deve ser sempre individualizada, baseada em uma avaliação médica completa da saúde do paciente, seus objetivos estéticos e os riscos específicos de cada procedimento a ser associado.

É fundamental que a equipe médica responsável possua experiência em procedimentos combinados e que a estrutura hospitalar ofereça todo o suporte necessário para lidar com possíveis intercorrências, garantindo a segurança e o bem-estar do paciente durante e após a cirurgia.

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