Crise no Tottenham: Psicólogo para ‘injeção de ânimo’ em time em queda livre na Premier League, Richarlison já buscou ajuda

No futebol, a cabeça comanda o corpo: a busca por confiança em tempos de crise

A frase “No futebol, confiança é tudo”, dita pelo atacante Rômulo, ecoa no universo esportivo. A premissa se estende para além dos gramados, onde a saúde mental é um pilar fundamental para o bom desempenho físico. Quando a mente falha, o corpo inevitavelmente sofre, impactando a “máquina humana” em sua totalidade.

Atualmente, os jogadores do Tottenham, um dos clubes mais tradicionais de Londres, parecem viver essa dura realidade. Sem conquistar uma única vitória no Campeonato Inglês neste ano, acumulando 15 jogos sem triunfos (6 empates e 9 derrotas desde janeiro), a equipe se encontra na zona de rebaixamento, um cenário alarmante para sua história.

O técnico Roberto De Zerbi, o terceiro a comandar os Spurs nesta temporada, admitiu publicamente que a equipe enfrenta um “problema de mentalidade”. Como reflexo dessa dificuldade, a diretoria do clube anunciou a abertura de uma vaga para um psicólogo de performance em suas redes sociais, buscando reverter o quadro.

A urgência de uma “injeção de ânimo” para os Spurs

A pergunta que paira no ar é se a contratação de um profissional de psicologia esportiva a tempo de reverter a situação. Faltando apenas cinco rodadas para o fim da competição, a pressão aumenta a cada partida. O tempo é curto para uma recuperação que, tradicionalmente, demanda semanas ou meses de trabalho.

O atacante Richarlison, o “Pombo”, que atualmente é reserva no Tottenham, é um exemplo de como a psicologia pode ser benéfica. Em 2023, ele buscou ajuda profissional para lidar com problemas emocionais e, segundo o próprio jogador, a terapia trouxe melhorias significativas em seu bem-estar e desempenho.

Casos históricos de impacto psicológico no esporte

A tentativa do Tottenham de reverter a má fase através do apoio psicológico pode ser um divisor de águas, caso surta efeito. No entanto, é importante lembrar de outros momentos em que a fragilidade mental se mostrou um obstáculo intransponível. A Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014, em casa, é um exemplo marcante.

Naquela ocasião, diante do nervosismo excessivo nas oitavas de final contra o Chile, o então técnico Luiz Felipe Scolari convocou às pressas a psicóloga Regina Brandão. Apesar do esforço, o time continuou demonstrando abalos emocionais nas fases seguintes, culminando no histórico 7 a 1 contra a Alemanha na semifinal, o maior vexame da história da seleção.

A relutância e a importância da confiança na carreira do atleta

Nas Copas de 2018 e 2022, sob o comando de Tite, o Brasil optou por não ter um psicólogo na comissão técnica. Os bons resultados nas Eliminatórias e o moral elevado dos jogadores pareciam tornar a presença do profissional desnecessária. Contudo, o momento de abalo nas quartas de final do Qatar, contra a Croácia, onde a equipe foi para os pênaltis “já derrotada”, segundo o coordenador Juninho Paulista, evidenciou a importância do fator psicológico.

Na trajetória para a Copa deste ano, a seleção brasileira contou novamente com a presença de uma profissional, Marisa Santiago. No entanto, o real alcance de seu trabalho e se houve procura individual por parte dos atletas não foram divulgados.

É notório que muitos atletas ainda relutam em buscar apoio psicológico, muitas vezes por duvidarem da eficácia do “tratamento”. Essa desconfiança, ironicamente, os impede de alcançar justamente o que mais necessitam: a **confiança** para performar em alto nível, superando desafios e pressões do esporte.

Leia mais

PUBLICIDADE