Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde em 2025, 3,5 milhões de toneladas e US$ 18,03 bilhões, Abiec destaca China, EUA, UE e metas para 2026

Recorde nas exportações de carne bovina em 2025, com 3,5 milhões de toneladas e US$ 18,03 bilhões, China lidera participação e Abiec aponta ampliação de mercados

O Brasil alcançou um resultado histórico nas exportações de carne bovina em 2025, com crescimento expressivo em volume e receita cambial.

No ano, os embarques totalizaram 3,5 milhões de toneladas, enquanto a receita chegou a US$ 18,03 bilhões, reflexo da maior demanda internacional e de preços médios mais altos.

Os números, compilados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, foram divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, conforme informação divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Números gerais e composição das vendas

As exportações de carne bovina em 2025 cresceram 20,9% em volume na comparação com 2024, totalizando 3,5 milhões de toneladas, e avançaram 40,1% em receita, alcançando US$ 18,03 bilhões.

A carne bovina in natura foi responsável pela maior parcela das vendas externas, com 3,09 milhões de toneladas exportadas, alta de 21,4% em relação ao ano anterior, gerando receita de US$ 16,61 bilhões.

Considerando todas as categorias, incluindo industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e salgadas, o Brasil embarcou carne bovina para mais de 170 países, ampliando sua presença global.

Principais mercados e variações por destino

A China manteve-se como principal mercado da carne bovina brasileira em 2025, respondendo por 48% do volume exportado, com 1,68 milhão de toneladas e faturamento de US$ 8,90 bilhões.

Na sequência apareceram os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão, Chile, com 136,3 mil toneladas e US$ 754,5 milhões, e a União Europeia, com 128,9 mil toneladas e US$ 1,06 bilhão.

Também se destacaram Rússia, com 126,4 mil toneladas e US$ 537,1 milhões, e México, com 118,0 mil toneladas e US$ 645,4 milhões. Em comparação com 2024, as exportações para a China avançaram 22,8%, para os Estados Unidos cresceram 18,3%, a União Europeia registrou expansão de 132,8% e o Chile cresceu 29,8%.

Foram observados aumentos expressivos em outros destinos, como Argélia, com alta de 292,6%, Egito, com 222,5%, e Emirados Árabes Unidos, com 176,1%.

Reação do setor e perspectiva para 2026

Para o presidente da Abiec, Roberto Perosa, os resultados demonstram a solidez do setor e a capacidade de adaptação da indústria aos desafios do mercado.

Segundo Perosa, “O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional“.

Ele acrescentou que “mesmo com impactos temporários, como o tarifação dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida“.

Para 2026, a avaliação da Abiec é de otimismo com cautela, após dois anos consecutivos de forte crescimento. “Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia“, disse Perosa, que apontou a estratégia por um “crescimento mais qualificado, com previsibilidade, competitividade e maior valor agregado, sempre atento às questões geopolíticas“.

Desempenho em dezembro de 2025

Em dezembro de 2025, os embarques brasileiros de carne bovina somaram 347,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,85 bilhão.

No mês, a China liderou as compras, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos, com 27,2 mil toneladas, Chile, com 17,0 mil toneladas, e União Europeia, com 11,9 mil toneladas.

O resultado final de 2025 reforça a posição do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de carne bovina, com ganhos relevantes em volume, receita e diversificação de mercados, e com olhos voltados para ampliar valor agregado em 2026.

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