Fisiculturismo: Tamer El Guindy, CEO da Musclecontest, critica ‘ignorância’ na briga entre naturais e hormonizados e anuncia expansão de eventos para atletas naturais em 2026.

Fisiculturismo: Tamer El Guindy, CEO da Musclecontest, critica ‘ignorância’ na briga entre naturais e hormonizados e anuncia expansão de eventos para atletas naturais em 2026.

A crescente popularidade do fisiculturismo testado tem intensificado os debates e embates entre atletas naturais e aqueles que utilizam substâncias hormonizadas. Tamer El Guindy, CEO da Musclecontest e representante oficial do Brasil junto à IFBB, classificou essa rivalidade como um reflexo de “completa ignorância” de ambos os lados.

Segundo El Guindy, a crítica mútua entre os grupos demonstra uma falta de reconhecimento do esforço e dedicação que todos os atletas compartilham. Ele enfatiza que o amor pelo treino, pela dieta rigorosa e pela disciplina são pontos em comum que deveriam unir a comunidade.

“Criticar as outras pessoas que estão se esforçando é uma completa ignorância. De ambas as partes, tanto o natural criticando os hormonizados quanto o contrário. Ambos os grupos deveriam se focar no fato de que todos amam treinar, amam fazer dieta e se dedicam. Tudo isso é positivo”, declarou o empresário em entrevista.

A importância do respeito e da maturidade no esporte

El Guindy reforça a necessidade de **evitar julgamentos precipitados** entre os atletas, considerando essa atitude como uma demonstração de imaturidade. Ele argumenta que, apesar das diferentes abordagens, todos compartilham a paixão pelo esporte e merecem reconhecimento pelo seu esforço e dedicação.

“É muito importante que as pessoas não julguem umas às outras. Isso é falta de maturidade. Todos estão praticando um esporte, mas alguns se juntam em bolhas próprias. No final do dia, todos apreciam o esforço do atleta. Tanto os hormonizados quanto os naturais amam o esporte. Eles têm que aplaudir o sucesso um do outro”, explicou.

O executivo comparou a situação atual com o passado, quando novas categorias como Men’s Physique e Bikini foram introduzidas no fisiculturismo. Na época, houve resistência e críticas, com muitos questionando se os praticantes dessas novas modalidades seriam “atletas de verdade”.

Musclecontest expande atuação no fisiculturismo natural

Em resposta à crescente demanda e popularidade do fisiculturismo natural no Brasil, a Musclecontest anunciou a realização de **quatro campeonatos voltados exclusivamente para atletas naturais** na temporada de 2026. A iniciativa visa atender ao aumento expressivo desse segmento no país.

“O meu chefe é o cliente. Por exemplo, nos Estados Unidos, em determinada época, nós fazíamos 15 shows testados no país. Como eles não foram muito populares, nós acabamos reduzindo esse número para 10. Hoje, o Brasil vive uma onda do fisiculturismo natural. A minha obrigação é dar uma resposta ao que os fãs querem”, afirmou El Guindy.

Atualmente, o calendário da NPC (National Physique Committee) já inclui dois desses eventos: o Musclecontest Rio de Janeiro Naturals, em abril, e o Musclecontest São Paulo Naturals, em maio. A possibilidade de aumentar o número de competições no próximo ano dependerá do **retorno e da audiência** gerada por esses eventos.

“Se eles explodirem em termos de audiência, nós faremos mais ainda no ano que vem, com direito a pelo menos um ‘pro qualifier’ (campeonato que concede ao menos um cartão profissional)”, pontuou.

Testes antidoping serão realizados com polígrafo

Para garantir a integridade das competições voltadas para atletas naturais, a Musclecontest confirmou que a **federação utilizará o polígrafo** para a realização de testes antidoping nos fisiculturistas inscritos. Essa medida visa assegurar um ambiente de competição justo e transparente para todos os participantes.

El Guindy também ressaltou que a organização não tolerará críticas internas entre diferentes grupos de atletas. Ele defende o respeito a todos, independentemente de suas escolhas em relação ao uso de substâncias, comparando a situação a atletas que superaram a obesidade para competir, enfrentando críticas desnecessárias.

“Eu jamais vou permitir críticas vindas de dentro da organização. Eu sou um atleta e respeito todos os outros atletas. É igual quando um ex-obeso se aventura nos palcos e chovem críticas a ele. Eu acho isso péssimo, porque esse homem pode ter se esforçado mais e ter mais coragem do que o próprio campeão. Ninguém sabe o sacrifício da pessoa, ninguém sabe a história dela. A gente vai fazer com que uma tribo olhe e reconheça as vitórias de integrantes da outra tribo”, concluiu.

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