Gêmeos siameses isquiopagos com três pernas morrem após cirurgias em Goiás, equipe liderada por Zacharias Calil realiza separação emergencial

Dois recém-nascidos, gêmeos siameses isquiopagos, morreram em Goiás após uma sequência de procedimentos cirúrgicos realizados no hospital. As crianças, que nasceram com três pernas e malformações associadas, foram submetidas a intervenções ainda nas primeiras horas de vida.

A mãe teve alta sem complicações, mas os bebês passaram por cirurgias na quarta-feira, 7, incluindo colostomia e vesicostomia, e apresentaram evolução clínica grave durante a madrugada seguinte.

Conforme informação divulgada pelo deputado e médico Zacharias Calil e pela direção técnica do Hemu, a equipe tentou procedimentos de emergência para tentar salvar as duas crianças.

Detalhes das cirurgias e das complicações

Segundo o relato divulgado pelo deputado e médico Zacharias Calil, a cirurgia inicial ocorreu na quarta-feira com a realização de colostomia, que cria uma abertura no intestino para eliminar fezes por meio de bolsa coletora, e de vesicostomia, que permite a drenagem da urina.

A diretora técnica do Hemu, Cristiane Carvalho, afirmou que “esta cirurgia ocorreu conforme o esperado”. Ainda assim, horas depois, um dos bebês não resistiu e morreu no início da manhã de quinta-feira.

Calil informou que a criança apresentou complicações durante a madrugada, com registro de “três a quatro paradas cardiorrespiratórias”. Com o agravamento do quadro, a equipe decidiu pela separação emergencial dos corpos para tentar salvar o segundo recém-nascido.

Separação emergencial e desfecho

A separação foi realizada como procedimento de emergência, com a equipe médica liderada por Zacharias Calil, referência em separação de gêmeos no Estado. De acordo com o relato, “A cirurgia foi realizada com sucesso técnico, porém, apesar de todos os esforços da equipe médica e da neonatologia, o segundo recém-nascido também não resistiu”.

Calil lembrou da dificuldade do caso, que envolvia gêmeos isquiopagos triplos, e ressaltou o empenho da equipe até o último momento.

Condição clínica dos gêmeos

Os bebês eram classificados como isquiopagos, unidos pela região pélvica, e apresentavam também ânus imperfurado, uma malformação congênita caracterizada pela ausência de abertura anal normal.

Essas características aumentam a complexidade cirúrgica e o risco de complicações, exigindo decisões rápidas e múltiplas intervenções para garantir função intestinal e urinária, além de avaliar órgãos compartilhados.

Repercussão e mensagem da equipe

Em postagem nas redes sociais, o deputado e médico Zacharias Calil, que foi o primeiro a realizar a separação de gêmeos siameses no Estado e já é referência no tema, afirmou que momentos como esse lembram que “nosso compromisso é lutar até o último instante com técnica, responsabilidade e humanidade”.

As informações sobre os procedimentos, as complicações e as declarações da equipe foram divulgadas pelo deputado Zacharias Calil e pela direção técnica do Hemu, e traduzem o esforço médico diante de um caso de alta complexidade clínica e cirúrgica envolvendo gêmeos siameses.

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